26 de out. de 2010

É "pavê" ou p'a comê? (Pavê de morango)



Ah, não podia perder a oportunidade de fazer essa piadinha infame. É p'a comê!!!!

Com a primavera, começa a temporada de morango (frutillas) e eu fico louca! eles ficam super baratos e depois tenho que esperar o ano todo para comer morangos outras vez! Como disse o verdureiro boliviano daqui da rua, tenho que me empanzinar de morangos agora enquanto é época, porque depois ficam caríssimos!

Comer morangos é comigo mesmo!!! E para dar uma variada e não ficar só no moranguinho com açúcar e na geleia - que vou fazer amanhã mesmo! - resolvi voltar às raízes e fazer um pavê de morango como os da minha mãe.

À diferença do pavê que a minha mãe faz, não deixei o meu geladeira muito tempo depois de pronto, ou seja, era para comer no almoço de dia das mães (que aqui é em outubro) e, portanto, levantei cedo para fazê-lo. Por um motivo: como ele leva biscoito champanhe, se eu deixasse muito tempo na geladeira, o suco que o morango vai liberando quando se mistura com o açúcar vai penetrando no biscoito e depois o biscoito fica mole, deixa de estar crocante. E o legal é o contraste do crocante o biscoito com o creme e a fruta.

Como não deu para ligar para a minha mãe - resolvi fazer em cima da hora - procurei umas receitas na internet. Para minha surpresa, muitas receitas diziam que levava leite condensado. Por mais que eu goste de leite condensado, eu achei que ia ficar muito enjoativo e meu namorido não ia querer nem provar - ele não gosta de doces doces.

Enfim, usei o instinto e a criatividade e parti para o basicão: uma camada de biscoito champanhe, morangos cortados macerados com açúcar e uma camada de creme de leite batido com açúcar a ponto chantilly. Fiz duas camadas e terminei com o creme. Depois, direto para o freezer por três horas e daí para a geladeira e depois para a mesa.

Matei minha vontade de comer o pavê!! Agora vou aproveitar que meus pais vêm me visitar na próxima semana e vou fazer o pavê em porções individuais - como as do tiramissu express - para servir de sobremesa para eles. Eles vão amar!

Chá de maracujá, camomila e maçã



Tenho uma tia fofa! Uma vez ela fez para mim uma bandejinha e um porta-guardanados que combinam, com decoupage de cerejinhas. Ficaram lindos!

Gostei tanto que pedi que ela fizesse uma caixinha de chás para mim, com o mesmo decoupage, e ela me mandou agora pelo meu primo. Ficou fofissimo! Quando tivermos uma casa maior, com uma sala de café da manhã, vou deixá-la na bancada. Por enquanto, está guardada no armário para o meu sous-chef (meu cachorro) não pegar e destruir a caixinha, agora que seus dentinhos de leite estão caindo.

Já vou fazer um post a caixinha - com fotos.

Este post é para dizer que minha tia leu meus pensamentos e me mandou a caixinha com vários tipos de chá, incluindo um de maracujá! É o chá relax da Chá Mais (http://www.chamais.com/index.php?option=com_content&view=article&id=249:relax&catid=63:especial) de maracujá, camomila e maçã.

No site da Chá Mais, diz que essa combinação de ervas tem efeito calmante. É bom para acabar com as dores em geral, a insônia - não é o meu caso... Tenho sono, mas meu cachorro não me deixa dormir... - é diurético, desinfetante, combate o histerismo (tá bom para os argentinos no geral!), perturbações da menopausa, tosses, palpitações, convulsões, dor de cabeça e outros sintomas de origem nervosa. Servem também para combater diarreias, vermes e inflamações em geral.

Além de tudo, é muito gostoso! Recomendo!

10 de out. de 2010

Nhá Benta de maracujá



"A verdadeira tradição da Kopenhagen, em uma versão totalmente inovadora. É a combinação perfeita do mais puro chocolate ao leite com um novo e especial sabor, o Maracujá. Esse é o contraste entre o doce de nosso insuperável marshmallow com o cítrico da fruta maracujá. Tudo isso com a irresistível crocância da pastilha de waffer. São 40g de puro prazer."

Esta é a descrição da Nhá Benta de maracujá no site da Kopenhagen. Meu irmão veio nos visitar e trouxe uma caixinha com três para nós. Sem palavras... É um dos meus doces preferidos e - definitivamente - a minha combinação predileta: o doce do chocolate sendo quebrado pelo ácido do maracujá. Não há nada melhor!

9 de set. de 2010

Disque Rocambole - AMEI ISSO!

Recebi um newsletter (30 de agosto) do blog Radar 55 - sempre com coisinhas fofas de comer e de ver! - sobre o "Disque rocambole". Achei as ideias muito legais e inspiradoras! Assim que eu minha mãe me mandar o suco de maracujá, vou tentar fazer esse em casa.

Para as mocinhas que não curtem muito a cozinha, no newsletter vai o telefone para encomendas. Segue abaixo texto na íntegra:

O que é bom merece bis! Rocambole, quando é gostoso, não dá para resistir. Marisa Camara faz várias versões deliciosas. Perfeitas para dar um gostinho especial a vários momentos da vida. Quer ver?

Noite chuvosa: brigadeiro branco
Coffee break: mousse de limão
Dia romântico: morango com chantily
Clima família: mousse de maracujá
Insônia: damasco com chantily
Reencontro: goiabada com requeijão
Surpresa de namorado: doce de leite
Tarde de domingo: baba de moça com nozes
Sabor de meninice: brigadeiro com bolinha crocante

Marisa faz tudo com o maior prazer do mundo e sua maior satisfação é proporcionar alegria - e delícias, lógico. Criativa como só ela, inventou o "disque rocambole". Funciona assim: você liga, escolhe o sabor e, no dia seguinte, recebe em casa. Tem que provar - mesmo!


MARISA CAMARA: ENCOMENDAS PELOS TELEFONES (21) 2239-9495 OU (21) 9315-4806.

22 de jul. de 2010

Comfort food para um dia de inverno: sopa cremosa de abóbora e escondidinho de carne seca

Essa entrada merece começar com uma citação do Djavan: "Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro e o pensamento lá em você... Eu sem você não vivo..."

Um domingo de julho, no auge do inverno portenho, nós dois em casa, a chuvinha lá fora, um friozinho bom para ler um livro, descansar e perfeito para uma comfort food!

Quem me conhece, sabe que sou carioca da gema! Mas a combinação clássica do nordeste do Brasil - jabá com jerimum - é uma das minhas favoritas. Não em sua versão tradicional - carne seca com quibebe - mas uma versão mais carioca da coisa :o)

Aproveitei que meus pais tinham trazido para nós, da última vez que vieram nos visitar, carne seca a vácuo (e bacalhau também, afinal, esta é uma casa portuguesa, com certeza, o pá!) para fazer o escondidinho de carne seca. Só faltou o requeijão... E um queijinho de coalho de entrada... Vai ficar para a próxima. Para substituir essa entrada, fiz uma sopa cremosa da abóbora com alho poró.



A sopa é bem básica, bem simples de fazer. Normalmente, eu faço uma sopa rala, líquida, porque meu namorido não é fã de sopas cremosas, e separo uma parte para mim e bato no liquidificador e misturo com o creme de leite fresco (Acho que já disse isso aqui, mas vale a pena repetir. Uma vez, vendo um vídeo da chef Andrea Kaufmann, ela dizia que quando ela fala de creme de leite em suas receitas, ela se refere ao creme de leite fresco, sempre. O outro, o industrializado, por melhor que seja, pode arruinar uma boa receita, porque nada substitui o creme de leite fresco. Aqui, por sorte, só encontro mesmo o creme fresco e, de fato, é muito mais saboroso do que o outro pausterizado).

Vamos à receita: na panela onde vamos fazer a sopa, refogamos o alho poró - bem lavado e cortado em rodelas fininhas, parte branca e parte verde - com azeite de oliva. Se quisermos, podemos acrescentar cebola branca e/ou alho; vai do gosto do freguês. Depois de refogarmos tudo, acrescentamos um quilo de abóbora cortada em cubinhos, meio litro de água e um cubinho de caldo pronto (O da sua preferência. Uu usei o de abóbora com milho e cenoura da Knorr. Pode ser um de verduras qualquer, por exemplo). Acertar o sal e deixar cozinhar bastante, até a abóbora ficar bem macia.

Nessa hora, eu separo a minha parte (mais abóbora do que caldo), ponho no liquidificador e bato bem. Depois, já no prato para servir, ponho um pouco de creme de leite fresco, condimento com pimenta negra moída na hora e um toquezinho de azeite de oliva de boa qualidade (ultimamente, estamos usando um português, ora pois!).

O escondidinho de carne seca também é super fácil. É igual ao de frango, só mudamos os ingredientes. É importante lembrar que a carne seca tem que ser dessalgada (ficar de molhos durante uma noite e ir trocando a água a cada oito horas). Depois, segundo as instruções da embalagem, eu deveria fervê-la três vezes e trocar a água cada vez que levantava fervura. Como isso, ela já está dessalgada e cozida, pronta para ser usada.

Depois desse processo, eu desfiei a carne e a refoguei com uma cebola cortada em pedacinhos, azeite de oliva e pimenta. Acrescentei uns tomates sem pele e sem sementes, cortados em cubos (pode ser molho ou purê de tomates também) e deixei que a carne tomasse bem o gosto da cebola e vice-versa. Quando terminei essa etapa, deixei a carne esfriar para depois partir para a montagem do prato.

Enquanto isso, fui fazer o purê de aipim (no Rio a gente chama de aipim, no nordeste - já que comecei assim - macaxeira. Aqui em Buenos Aires, é mandioca mesmo... E só quem come são os paraguaios! Por isso, nem sempre é fácil encontrá-lo no mercado de todos os dias). O purÇe de aipim é igual ao de batata: cozinhar BEM o aipim, tirar as fibras grossas para não atrapalharem na hora de comer, amassá-lo, acrescentar leite morno a gosto, pimenta e um pouquinho de nada de sal (para não chamar mais a atenção do que o sabor da carne seca). A dica do leite morno aprendi com um chef argentino, Máximo Lopez May, que diz que para fazer um purê mais cremoso, o leite tem que estar morno - na mesma temperatura da batata, por exemplo. E tem razão: deve causar algum choque de temperatura o leite frio com o purê quente...

A montagem é moleza: num recipiente refratário (tipo essas porcelanas brancas para fazer souflés), pôr a carne seca no fundo e escondê-la com o requeijão (para os que tem essa delicatessen em casa) ou cream cheese e, por fim, o purê de aipim, coberto de queijo ralado para gratinar. Vai ao forno e em menos de meia hora está pronto.

Assim matei um pouco de saudades da minha terrinha!!



17 de jul. de 2010

O Clube dos Chefs do Futuro 2

Desta vez, a futura chef é minha sobrinha fofa, Alice, que resolveu fazer uma festa surpresa para minha irmã no seu aniversário. Desnecessário dizer que babo muuuito...


Enrolando o brigadeiro.


Concentração e precisão.


Apresentando sua obra de arte.


O bolo de chocolate da minha mãe e a decoração da Alice (detalhe: tudo na altura dela, até onde o bracinho dela podia alcançar haha)

15 de jul. de 2010

Bolo na caneca - ao som de Skank...


Na caneca que minha amiga Clarissa me mandou.

Quinta-feira de frio e eu em casa trabalhando. Agora a temperatura subiu e está fazendo oito graus. Hoje de manhã, quando eu saí, às 10h, fazia UM grau! De madrugada a temperatura estava abaixo de zero... Que gostoso... para ficar em casa, claro! Sair de casa com esse frio é dose!

Depois de uma sopinha de almoço, continuei trabalhando e de tardinha de bateu uma fome, uma vontade de comer alguma coisa diferente... Isso se chama tédio! Uma mistura de traduções de temas chatos, com frio, saudade do meu namorido (que está trabalhando)... Foi, também, a desculpa perfeita para tentar fazer o famoso "bolo na caneca".

A ideia surgiu porque queria fazer um presente para uma amiga e me lembrei desse bolo, mas eu tinha que testar antes para ver se dava certo (vai que não dá e eu fico sem o presente!). Então juntei, literalmente, a fome com a vontade de comer!

Fiz a receita abaixo e ficou muito legal! É prático, rápido, gostoso, suja pouca coisa! Só não fiz a calda porque queria primeiro ver como ficava a massa. Mas agora já sei que fica muito gostoso e, com certeza, para a minha amiga vou fazer com calda de chocolate ou ganache.

Ah, e ainda encontrei toda a explicação físico-químicas do bolo na caneca:

http://www.cienciaviva.pt/docs/EnigmaBoloCaneca.pdf

É bastante interessante! Vale a pena ler!

Bom, mas vamos ao que interessa!

Ingredientes:

1 ovo pequeno
4 colheres (sopa) de leite
3 colheres (sopa) de óleo
2 colheres (sopa) rasas de chocolate em pó
4 colheres (sopa) rasas de açúcar
4 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
1 colher (café) de fermento em pó

Modo de Preparo:
Coloque o ovo na caneca e bata bem com garfo.
Acrescente o óleo, o açúcar, o leite, o chocolate e bata mais.
Acrescente a farinha e o fermento e mexa delicadamente até incorporar.
Leve por 3 minutos no microondas na potência máxima.

Calda:

Ingredientes:
2 colheres (sopa) de leite
1 colher (chá) de manteiga
1 ou 2 colheres (sopa) rasas de açúcar
3 colheres (sopa) rasas de chocolate em pó

Modo de Preparo:
Misture tudo e coloque por 30 segundos no microondas na potência máxima
Coloque no bolo ainda quente.


O bolo passou no teste do palito: fica fofinho, um pouco esponjoso.


Acompanhamento perfeito para o livro que estou lendo no momento: Chocolat


Dicas Importantes:

* Dimensões desta caneca:
9,5 de coprimento (altura)
8,5 de diâmetro (largura da boca da caneca)
Capacidade de 300ml

* A colher (sopa) da farinha, do chocolate e do açúcar são rasas. Se colocar colher (sopa) fazendo morro, o bolo vai ficar duro.

* Se você deseja desenformar da caneca, unte uma outra caneca com margarina e farinha de trigo, coloque a massa e leve o bolo para assar.

Fonte: http://www.bemcomer.com.br/maurorebelo/2008/receita_06_02.htm