8 de jul. de 2010
Pasta de berinjela
Hoje fiz uma pastinha rápida para untar os sanduiches de amanhã, na minha festinha de niver. Simples, rápido e gostoso.
Comprei três berinjelas pequenas - podem ser duas grandes também - lavei bem, cortei o talo e a pontinha de baixo e depois as cortei ao meio no sentido longitudinal (deixar a casca). Pus num pirex e levei ao micro-ondas por 13 minutos. Leve a berinjela ao micro-ondas por 10 minutos ou até a polpa ficar macia. Com uma colher, retirei a polpa da berinjela e descartei a casca. Com o amassador de batatas, amassei bom!!! Amassei e misturei tudo e prontinho! Temos aí, uma pastinha de berinjela pronta para untar um pãozinho!!!
25 de jun. de 2010
Empanadas de carne - o clássico argentino!
Ah, Argentina... Terra do tango, do vinho, da parrilla e da empanada!
EXISTE CULINÁRIA ARGENTINA ALÉM DE CHURRASCO Quando falam em cozinha argentina, lembro imediatamente de churrascos, parrilladas, bifes de chorizo, ojo de bife e aí me dá vontade de dar um pulo até Buenos Aires. E das melhores carnes do mundo, pura tentação. Mas não é a única da culinária local. Em Mendoza, por exemplo, terra dos melhores vinhos Malbec do planeta, aprendi a curtir empanadas. E que existem muitas delas, a chilena, a uruguaia e mesmo a argentina que, dependendo da região, muda suas características. As mendocinas, como chamam por lá, são as mais conceituadas. São recheadas de carne de porco picadinha e temperadas com cominho, páprica, pimenta em pó, passas... É justamente essa que o fascículo de Sabores do Mundo de amanhã ensina a fazer. (Luciana Fróes, Jornal O GLOBO, 9 de setembro de 2006, pág. 24)
Aqui em casa, o rei da empanada é meu namorido. Toda festinha, reunião, ajuntamento de gente tem que ter empanada. Ele faz de frango, de roquefort com aipo e muzzarella, de acelga com molhor branco... Mas a melhor mesmo é a de carne. A minha sogra faz a massa para a empanada que, segundo ela, é superfácil. Mas, mais fácil ainda!, é comprar a massa pronta no mercado, já que temos aqui uma infinidade de marcas, tamanhos, tipos (folhada, simples, light). Então, a estrela é mesmo o recheio.
Para um pacote de 20 empanadas convencionais, usamos 1/2 kg de carne moída, a mesma quantidade de cebola picadinha, um pouco de molho de tomate, sal e pimenta a gosto. Primeiro, refogamos a cebola. Depois, acrescentamos a carne moída e deixamos cozinhar, mexendo sempre para não secar e queimar o fundo da panela. A cebola larga água e isso faz com que o recheio fique úmido. Em seguida, acrescentamos um pouco de molho de tomate, sal e pimenta a gosto. Também é legal pôr páprica, dá um gostinho mais picante ao recheio. Quando o recheio esfriar, rechear a empanada e fazer o "repulgue", que são as dobrinhas da empanada. Meu namorido faz as dobrinhas perfeitas (as minhas saem tronchas...). Pincelar com uma gema, levar ao forno e listo!
Viva la pepa! (Biscoitinho de goiabada)
Morando em Buenos Aires, pude aprender várias expressões que o portenha usa no seu dia a dia. O portenho tem uma característica interessante que é o uso do lunfardo, que são as gírias próprias daqui, em sua maioria relacionadas com o tango e a imigração italiana, tão marcantes nesse povo. Há também algumas expressões usadas aqui que são ouvidas em outros países de língua espanhola.
Tudo isso para quê? Para explicar o significado do título dessa entrada: "viva la pepa". Essa expressão significa "vale tudo". Ouvi essa expressão noutro dia no meu escritório: o chefe saiu e uma coega disse "ahora, viva la pepa!". Ou seja, "oba oba"!
E o que essa expressão tem a ver com os biscoitinhos de goiabada? Aqui em Buenos Aires, esses biscoitinhos que meu avô (português) fazia quando meus irmãos e eu éramos pequenos são chamados de "pepas". Não sei porquê. Nas padarias, podemos pedir "pepas" ou "pepitas" e todo mundo entende. À diferença da receita do meu avô, aqui eles não usam a goiabada, mas a marmelada (dulce de membrillo) que, na minha opinião, é mais doce e enjoativo. Mas quem não tem cão, caça com gato... A marmelada parece que derrete menos que a goiabada. Meu namorido meu passou o "pulo do gato" (eu e as expressões...): a mãe dele, quando prepara o recheio da pasta frola (que um dia vou tentar fazer...), ela amassa a marmelada com um garfo e mistura com um pouquinho de água. Numa das receitas que vi de pasta frola, a marmelada era amassada com suco de laranja. Acho que deve ficar gostoso também. Fica para a próxima vez.
Finalmente, a receita. E viva la pepa!
Ah, como a receita era do meu avô e ele passou para a minha mãe - que emocionante! - conseguir arrancar da minha mãe as medidas exatas dos ingredientes foi complicado... É tudo na base do "olhômetro". Tudo medido em "xícaras" ou "colheres" e o modo de fazer é um idioma só dela :) Enfim, como tradutora, "traduzi" a receita da minha mãe para medidas exatas. Deu certo.
Ingredientes:
2 xícaras bem cheias de farinha de trigo (250g)
3 colheres de sopa bem cheias de margarina (200g)
3 colheres bem cheias de açúcar (100g - Usei açúcar cristal, que é o açúcar do dia a dia. Minha mãe usa açúcar refinado)
Essência de baunilha a gosto (Como a minha tinha acabado, usei essência de amêndoas)
150g de goiabada / marmelada ou outro tipo de doce (geleia ou compota)
Modo de fazer:
Pôr todos os ingredientes em uma tigela grande e misturar com as pontas dos dedos até formar uma massa lisa, que solta da mão (demora um pouquinho, mas vai amassando). Fazer bolinhas, aplaná-las e fazer um buraquinho no pôr o doce (que pode ser cortado em cubinhos, amassado com um pouquinho de água ou suco de laranja ou em colheradas, se estiver usando geleia).
Ordená-las na assadeira - não precisa untar, nem enfarinhar -, com bastante espaço entre uma e outra, e levar ao forno pré-aquecido por 10 minutos ou até que a parte de baixo já esteja bem douradinha. Cuidado porque, às vezes, a parte de cima está aind branquinha, mas já começa a queimar embaixo. Se der para subir a grada do forno, melhor, assim o contato do fogo com a assadeira é um pouco menor e o fundo não fica queimado.
Essa massa rendeu 30 "pepas" de tamanho médio (do tamanho de um biscoito recheado).
Caldinho de feijão
Em época de Copa do Mundo, eu - e todos os brasileiros - fico mais patriota. Sobretudo, morando longe. Pior ainda, quando eu penso que feijão é "comida de festa"! Quando faço feijão aqui em casa, praticamente tenho que comer sozinha. Meu namorido só como se for "feijão tropeiro". Me resta, então, congelar uma parte e comer feijão a semana toda.
Hoje resolvi comer caldinho de feijão (mais comfort food!!). Na verdade, é uma versão minha, bem simples e rápida: depois de cozinhar o feijão, separo a parte que quero usar para o caldinho. Refogo cebola, alho e cebolinha e reservo. Processo o feijão no liquidificador, até ficarum caldo grossinho, misturo com o refogado e sirvo numas xícarazinhas coloridas que comprei para a vez que servi de entrada no meu aniversário. Por cima, um fiozinho de um bom azeite de oliva e pimenta moída na hora.
Feijão para dar força para o Brasil!
Ah, uma história engraçada: no meu aniversário do ano passado, resolvi que ia fazer comida brasileira para todos os argentinos (isto é, a família do meu namorido) que vieram aqui em casa para festejar comigo. Vieram também algumas amigas brasileiras. Comprei então umas xícaras de cafezinho supercoloridas para servir de entrada. Meu namorido não botou muita fé no negócio, dizendo que os argentinos não iam comer o feijão. Comprei, então, apenas 8 xícaras, suficientes para os convidados brasileiros. Desnecessário dizer que TODOS os argentinos quiseram provar o tal do caldinho e faltou xícara para todo mundo!
13 de jun. de 2010
Escondidinho de frango
Essa vai para minha amiga Day, que tá na Alemanha e não aguenta mais comer salsicha com batatas!
O escondidinho de frango é uma variação e/ou adaptação do meu escondidinho preferido - o tradicional de carne seca com aipim e requeijão - aos ingredientes que consigo aqui em Buenos Aires. Desta vez, quem fez foi meu namorido. Mas vale dizer que a autoria intelectual é minha, porque da primeira vez quem fez fui eu e agora ele quis fazer para surpreender uns amigos argentinos que vinham jantar aqui em casa.
Ingredientes (12 porções):
1 frango inteiro (+/- 2kg) desfiado
1 kg de batata cozida para purê
1 pote de cream cheese
2-3 cebolas grandes (depende do gosto do freguês)
Purê de tomate a gosto
Sal e pimenta a gosto
Azeite a gosto
Queijo ralado quantidade necessária
Modo de fazer:
Cortar o frango (tarefa que designo ao açougueiro... Quando vou ao açougue comprar, já peço para ele cortar em 8 partes para ficar mais fácil de cozinhar). Tirar a pele, limpar bem e pôr em uma panela com um pouco de água (2-3 copos) e um caldinho de verduras ou de galinha para cozinhar. Enquanto isso, cozinhar as batatas com água e sal. Depois de bem cozido, desfiá-lo todo e reservar. Cortar a cebola em cubinhos e refogá-la com azeite. Quando estiver bem transparente, acrescentar o frango desfiado, o purê de tomate, o sal e a pimenta a gosto. Enquanto o frango vai tomando o gosto do refogado, fazer o purê de batata conforme o gosto do freguês (aqui em casa, usamos um pouco de manteiga, um pouquinho de leite morno, sal e noz moscada). Para montar o prato: em um ramequin refratário, pôr uma colherada generosa do frango refogado, seguida de uma colher de cream cheese - tentar espalhar bem - purê de batata suficiente para "esconder"o recheio e queijo ralado para cobrir tudo. Levar ao forno pré-aquecido por alguns minutos para derreter o queijo.
Para quem tem a sorte de ter carne-seca, aipim e requeijão em casa, as medidas são as mesmas. A única diferença é que não precisa temperar a carne-seca na hora de refogar (tem que dessalgá-la antes também!!).
Fizemos 4 grandes, como esse da foto, e 4 pequenos. Se tivéssemos usado somente os ramequins pequenos, faríamos 12 unidades.
10 de jun. de 2010
Quiche de espinafre com ricota
Nessa viagem, pude comer o café da manhã ds meus sonhos: muffins, scones, cookies, suco de cranberries, sucrilhos com leite, bagel com cream cheese e geleia de morango... Estava mais feliz do que pinto no lixo! Uma das coisas que comemos dessa vez no café da manhã foi uma quiche de espinafre com queijo maravilhosa. A massa se esfarelava do jeito que tem de ser.
Para minha alegria, depois que chegamos, meu namorido me pediu para fazer uma dessas "igual a que comemos no hotel". Bom, tentei. Na verdade, já tinha feito outra vez essa receita do Panelinha, mas com recheio de alho-poró (a receita original era de alho-poró e alecrim, mas não gosto muito do último, de modo que ficamos apenas com o primeiro). A receita original é esta aqui (http://panelinha.ig.com.br/site_novo/receita/receita.php?id=279). Desta vez, como ele queria de espinafre (e eu tinha um pouco de ricota dando sopa na minha geladeira), usei a mesma base e modifiquei o recheio.
Ingredientes (massa):
2 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
100 g / 1/2 tablete de manteiga
1 ovo
1/2 colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) de água fria
Modo de Preparo
Numa tigela, adicione todos os ingredientes e misture bem com as mãos até obter uma massa homogênea. Modele uma bola com a massa.
Forre o fundo e as laterais de uma fôrma de fundo removível (20 cm de diâmetro) com a massa. Para abrir a massa, use as mãos em vez do rolo.
Leve a fôrma forrada com a massa à geladeira e comece a preparar o recheio.
Ingredientes (recheio):
300g de espinafre cozido e picado (usei o congelado porque não estava com muita vontade de lavar e limpar o espinafre fresco e a diferença de preço não era tanta...)
1 cebola média
3 ovos
300g de ricota
200ml de creme de leite
Sal e pimenta a gosto
Queijo parmesão ralado quantidade suficiente
Modo de fazer:
Refogar a cebola picada no azeite e, quando estiverem transparentes, acrescentar o espinafre. Misturar o espinafre e a cebola com os ovos, a ricota e o creme de leite e temperar a gosto. Transferir o recheio para a fôrma e cobri-lo com bastante queijo ralado para gratinar. Levar ao forno por aprox. 30-40 minutos ou até a massa estar dourada e o queijo gratinado.
19 de abr. de 2010
Manjar de coco
Como aqui em casa somos só meu namorido e eu, eu faço metade da receita. Da primeira vez que eu fiz, deu para fazer seis forminhas de furo no meio. Elas ficaram bem cheiinhas. Depois, fiz umas menos cheias e consegui fazer dez porções.
Ingredientes (para o manjar):
400ml de leite de coco
3 xícaras de leite
5 colheres (sopa) de açúcar
5 colheres (sopa) de amido de milho (maisena)
oleo para untar as forminhas ou a forma grande
Modo de preparo:
Numa panela grande, jutar todos os ingredientes e misturar bem com uma colher até dissolver bem o amido de milho (maisena). Levar a panela a fogo médio, mexendo sempre. Quando a msitura ferver, deixe cozinhar por mais 5 min. sem parar de mexer. Desligar o fogo. Untar uma forma de pudim ou forminhas individuais com o óleo. Em seguida, transferir o creme da panela para a forma. Deixar esfriar. Enquanto o manjar esfria, fazer a calda. Quando o manjar estiver completamente frio, levá-lo à geledeira por duas horas.
Ingredientes (para a calda de ameixas):
150g de ameixas secas
1/2 xícara de água
1/2 xícara de açúcar
Modo de preparo:
Numa panela pequena, juntar as ameixas, a água e o açúcar e leve ao fogo baixo. Deixar cozinhar por 10 min. ou até que a calda fique em ponto fio. Desligar o fogo e deixar a calda esfriar.
Montagem:
Retirar o manjar da geladeira. Para desmontá-lo, passar uma faquinha de ponta arredondada nas laterias da forma. Em seguida, colocar um prato sobre a forma e virá-la de uma vez. Com a ajuda de uma colher, decorar com as ameixas e distribuir a calda sober o manjar. Servir gelado.
15 de abr. de 2010
Crepes
O legal do crepe é que, como é a mesma coisa que a panqueca, dá para fazer um montão com uma massa e comer com recheio salgado ou com recheio doce. Dá até para fazer um "rodízio de crepes": vários recheios, várias caldas, confetti, sorvete... Só de pensar já me dá água na boca (e já começo a engordar!).
Essa receita de panqueca/crepe foi tirada de uma revista Cláudia de julho de 1993. É a mesma receita que a minha mãe usa (e ela faz uns crepes de queijo maravilhosos!).
Ingredientes (para a massa):
4 ovos
1 xícara de farinha de trigo
1/2 colher (chá) de sal
1 xícara de leite
1 xícara de água
1 colher (sopa) de manteiga derretida
Modo de preparo:
Numa tigela, bata os ovos com um batedor de mão até espumarem. Junte a farinha com o sal e bata mais até ficar uma mistura lisa. Junte aos poucos o leite misturado na água e a manteiga derretida. Misture bem até formar uma massa uniforme e lisa. Leve para gelar coberta por 30 min. Retire de geladeira e misture bem. Aqueça uma panquequeira antiaderente média e pincele com manteiga ou spray vegetal. Coloque meia concha de massa na frigideira e gire-a para que a massa se espalhe bem e a panqueca fique fininha. Frite as panquecas até dourarem ligeiramente. Vire-as com a ajuda de uma espátula ou com a ponta dos dedos. Deixe dourar do outro lado.
A receita original diz que dá para fazer 25 panquecas... Nunca consegui. Acho que é porque mesmo sendo bastante fininha para o meu gosto, ainda dá para fazer mais fina e a massa rende mais.
Uma dica legal é que dá para congelar as panquecas, com ou sem recheio. Para congelar sem recheio, é importante pôr uma papel ou filme de PVC entre uma e outra. No final, embrulhar com plástico ou papel-alumínio.
Para o recheio de maçã ou pêra:
Maçãs ou pêras cortadas em cubinhos na quantidade necessária (não costumo tirar a casca da fruta) misturadas com açúcar mascavo, um pouco de canela, um pouco de passas (opcional) e suco de limão suficiente para impedir que oxidem. Levar tudo ao fogo médio e cozinhar até que as frutas fiquem macias. Rechear as panquecas e servir com calda de chocolate e/ou sorvete.
11 de abr. de 2010
Pionono de roquefort
Um clássico das festinhas portenhas, o pionono (nosso famoso rocambole) é super fácil e versátil. Primeiro porque aqui se pode comprar a massa pronta (minha mãe quando vem aqui leva os pacotinhos de massa para o Rio). Segundo, te dá a possibilidade de agradar gregos e troianos, porque dá para rechearo conforme o gosto de cada um.
Aqui em casa, fiz uma vez no aniversário do meu namorido de roquefort (aqui na Argentina o correto é dizer queijo azul, para respeitar a denominação de origem...), queijo tipo Philadelphia, aipo e nozes.
Da última vez que fiz, para a visita de meus pais, me dei ao trabalho de anotar as quantidades que usei de cada ingrediente. Nas outras vezes, fiz no olhômetro mesmo. Vai do gosto do freguês.
Ingredientes:
Duas massas de rocambole compradas prontas
200g de queijo tipo Roquefort
300g de queijo tipo Philadelphia
100g de nozes picadas
100g de aipo picado
Modo de fazer:
Misturar os dois queijos até formar uma pasta homogênea. Acrescentar as nozes e o aipo picados e misturar bem. Deixar à temperatura ambiente para amolecer um pouco a pasta e facilitar na hora de espalhar. Espalhar sobre o rocambole e enrolar com cuidado para não se quebrar. Levar à geladeira por pelo menos 2 horas antes de cortar, embrulhados no papel do rocambole e plástico, para manter a umidade. Normalmente, desperdiçamos as pontas na hora de cortar.
Alfajorcitos de maicena
Já tinha um tempão que eu queria experimentar uma receita de alfajorezinhos de maizena, um clássico da pâtisserie argentina, mas nunca nem começava. Agora quando meus pais vieram nos visitar, resolvi arriscar. Não disse nada para ninguém para não agourar, como diz minha mãe. Se desse certo, ótimo. Se não, paciência. Deram super certo! Ficaram ótimos! Minha sogra achava que os tinha encomendado na padaria, porque disse que ela mesma nunca fez (e ela faz de tudo!). Existem a massinha pronta, em forma de biscoitinho, que podemos comprar no mercado. Mas nunca vi onde e, sinceramente, é tão fácil de fazer que nem vale a pena comprar.
Minha receita rendeu 40 alfajorezinhos (80 tapitas). Claro que não comemos tudo e fui obrigada, para alegria de meus colegas de trabalho, levar tudo para o escritório. Foi um sucesso! Entre 10h e 12h da manhã eles desapareceram! Isso, para o cozinheiro, é um elogio e tanto!
Essa receita encontrei no site www.utilisima.com
Ingredientes:
250g de manteiga
150g de açúcar
4 gemas
1 colher de café de essência de baunilha
1 colher de café de cognac (usei vinho do Porto, que era o que eu tinha em casa)
2 colheres de café de suco de limão
300g de amido de milho
200g de farinha de trigo com fermento
500g de doce de leite para confeitaria (*)
Coco ralado suficiente para polvilhar
(*) Usei o doce de leite comum que, na minha opinião, é menos doce. Mas, em compensação, tem menos consistência e, enquanto eu armava um alfajor, o outro se desarmava, porque a tapita de cima escorria junto com o doce de leite. Da próxima vez, vou ter de usar o doce de leite repostero, que é o usado nas padarias para fazer doces.
Modo de fazer:
Pré-aquecer o forno a temperatura média (180º). Bater a manteiga com o açúcar. Acrescentar as gemas uma de cada vez, a essência de baunilha, o cognac e o suco de limão. Peneirar os ingredientes secos e acrescentá-los. Bater até formar uma massa lisa. Envolver em filme e levar para a geladeira por duas horas. Depois que a massa estiver mais consistente, esticá-la sobre uma bancada polivilhada com farinha e cortar as tapitas com um cortador redondo de 2 cm de diâmetro. Colocar as tapitas em uma assadeira untada com manteiga e polvilhada com trigo e assar por 8-10 minutos. Deixar esfriar e montar os alfajorezinhos: tapita, doce de leite, tapita e depois passar as bordas pelo coco ralado.
5 de abr. de 2010
Olsen
Ainda procurando um bom lugar para fazer um brunch em Buenos Aires, vi este restaurante, que parece atender a meus quesitos de preço e qualidade. Como disse antes, estou esperando uma oportunidade para ir lá (OK, já sei: oportunidade a gente cria...)
Olsen: agrupa su propuesta en cuatro submenús para que el cliente los combine a capricho. El menú A incluye cafés, tés, chocolates, tostadas, croissants, jugos, yogures, lomitos ahumados, ensaladas de frutas, omelettes, panqueques... El B apunta hacia platos más consistentes, como pueden ser un sándwich en pan de siete granos combinado con salmón gravlax o unos vegetales asados con bondiola casera. La opción C consiste en una picada de canapés nórdicos y la D es una carta de dulces que incluye, entre otras recetas, una torta tibia de manzana con helado de crema o una torta húmeda de chocolate con crema batida (entre 6 y 32 pesos por persona).
Gorriti 5870, Capital Federal. Tel. 4776 7677.
27 de mar. de 2010
Ovos mexidos
Desde pequena, em casa, nos domingos, minha mãe preparava ovos mexidos para o café da manhã. Ovos, bacon, empadão de frango, panquecas... Acho que daí veio meu gosto pelo café da manhã. E, para acompanhar uma torrada quentinha, recém-saída da torradeira, nada melhor do que ovos mexidos.
Uma amiga belga me passou a dica para fazer uns ovos mexidos mais cremosinhos: um colher de leite. Nos Estados Unidos, comíamos muitos ovos mexidos com cebolinhas bem picadinha. Muito bom!
Ingredientes:
2 ovos
1 colher (chá) de leite
1 colher (chá) de manteiga
sal e pimenta-do-reino a gosto
cebolinha picada a gosto
Modo de fazer:
Quebre os ovos numa tigela. (Dica: Quebro os ovos, um de cada vez: quebro um ovo, vejo se está bom e aí, sim, passo para a tigela que vou usar para fazer a comida. Já me aconteceu de um ovo estar meio feio e acabei estragando a receita toda...). Junte o leite e misture com um garfo. Leve uma panelinha com um pouco de água ao fogo alto. Quando ferver, abaixe o fogo e coloque a tigela com a mistura de ovos para cozinhar em banho-maria. Ou seja, coloque a tigela encaixada na panelinha. Adicione a manteiga e mexa com uma colher, sem parar, até atingir uma consistência grossa e cremosa, mas não sólida. Tempere com sal, pimenta e as cebolinhas. Sirva com fatias de pão torradas.
14 de mar. de 2010
Antipasto - Abobrinha grelhada
É uma receita que faço sempre em casa e, por isso, nunca me lembro de tirar uma foto. Mas é bem básica e serve tanto como um antipasto como para acompanhar uma massa.
Tirei essa receita do livro Prazeres frugais, da Joyce Pascowitch (presente da minha irmã). O livro é fofo, porque te passa receitinhas como se fosse uma amiga que estivesse te contando o que comeu num restaurante X. Não tem uma apresentação convencional de "ingredientes" ou "modo de fazer". É um parágrafo curto, no qual a autora descreve uma receita de restaurante X.
Aqui copio o parágrafo:
"Com um quê de mediterrâneo, as abobrinhas grelhadas - receita de Massimo Ferrari - são ideais para almoços de verão: corte a abobrinha no sentido longitudinal, em fatias bem finas (1); coloque para grelhar em uma chapa bem quente, distribua no prato e acrescente sem misturar azeitonas pretas, alcaparras (2), manjericão e salsinha verde, tudo picado bem pequenininho - depois, tempere com sal, azeite de oliva virgem e vinagre balsâmico."
Meus comentários:
(1) Minha mãe me ensinou que para tirar o gosto amargo da abobrinha, o ideal é deixá-la de molho uns 20 minutos em água com sal e depois sim pô-la na chapa para grelhar.
(2) Não sou muito amiga das alcaparras e, por isso, resolvi substituí-las por uma anchova bem picadinha.
Em casa, costumo fazer também com berinjela e pimentão vermelho para meu namorido (não como pimentão nem por um decreto e a berinjela... estamos em fase de adaptação... já fiz tipo à parmegiana, com queijo e molho de tomate, mas não rolou um clima ainda...). Às vezes sirvo com um pãozinho de entrada (antipasto) ou por cima de uma massa (talharim, orecchetti, penne) com queijo parmesão ralado e um fio de azeite de oliva extra virgem.
11 de mar. de 2010
Muffins integrais com queijo e espinafre (Panelinha)
Ingredientes:
1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de farinha de trigo integral
4 colheres (sopa) de manteiga
1/2 xícara (chá) de leite
1 xícara (chá) de folhas de espinafre
2 ovos
1 colher (sopa) de açúcar
1/2 xícara (chá) de mussarela cortada em cubinhos
1 colher (sopa) de gergelim preto
2 colheres (chá) de fermento em pó
1/2 colher (sopa) de sal
Modo de fazer:
Pré-aqueça o forno a 180ºC (temperatura média). Unte uma fôrma de muffin ou 8 forminhas individuais de empadinha com manteiga e polvilhe com farinha. Numa panelinha, derreta a manteiga. No liquidificador, bata o leite e o espinafre. Junte os ovos e a manteiga derretida e bata novamente. Reserve. Numa tigela grande, peneire as farinhas, o fermento, o açúcar e o sal. Faça um buraco no centro e despeje a mistura de espinafre. Misture com uma colher até a farinha absorver todo o líquido. Coloque 2 colheres (sopa) de massa em cada forminha, salpique com os pedaços de queijo, cubra com mais 1 colher de massa e polvilhe com o gergelim preto. Leve ao forno por 20 minutos. Retire os muffins da assadeira e coloque sobre uma grade para esfriar. Sirva mornos ou à temperatura ambiente.
Fonte: http://panelinha.ig.com.br/site_novo/receita/receita.php?id=1635
Torta de maçã (teoricamente de baixas calorias...)
Comprei um livrinho no jornaleiro de tortas doces e salgadas reduzidas em calorias. Em teoria, não é muito doce, porque a quantidade de açúcar que leva é mínima. Só que a massa fica meio sem-graça e, da próxima vez, terei que adicionar alguma essência ou de baunilha ou de amêndoas ou raspa de limão para dar um gostinho à massa. Mas, no geral, ficou muito boa.
Massa básica:
Ingredientes:
250 g de farinha de trigo
100 g de manteiga fria
Meio copo de água fria *usei menos
Uma colherzinha de sal
* Essência de baunilha ou de amêndoas ou raspa de limão (sugestão da Krikous)
Modo de fazer:
Colocar a farinha e o sal em um recipientes. Acrescentar a manteiga fria cortada em cubinhos e amassar com as pontas dos dedos. Acrescentar a água aos poucos, sem deixar de amassar, até obter uma massar lisa e homogênea. Levar à geladeira para repousar por 1 hora.
Recheio:
Ingredientes:
3 maçãs vermelhas, sem o centro, cortadas em lâminas
Meio copo de suco de limão
Raspa da casca de um limão
70g de açúcar *usei açúcar mascavo
Uma colher de manteiga
Um ovo para pincelar
Modo de fazer:
Colocar as lâminas de maçã em um recipiente e acrescentar o suco e a raspa de limão, o açúcar e deixar na geladeira por duas horas para macerar (recipiente com tampa).
Esticar uma parte da massa para forrar a fôrma. Não cortar o excesso de massa nas laterais, porque servirão para fazer as dobrinhas com a tampa.
Distribuir a maçã e pedacinhos de manteiga.
Esticar a outra parte da massa para cobrir a torta. Unir as bordas. Com um garfo, fazer furinhos na tampa para servir de escape para o ar que se forma dentro da torta durante a cocção. Pincelar com um ovo e levar ao forno pré-aquecido até dourar.
As sempre versáteis panquecas!
Noutro dia, eu estava com vontade de comer as panquecas. Meu namorido não é muito fanático por elas, mas aproveitei um dia que ele não estava em casa e fiz assim mesmo pro jantar (e tinha outra carta na manga, caso ele não quisesse comê-las, claro).
Fiz uma receita que minha mãe me deu, tirada da uma revista Cláudia. Minha mãe montou pra mim um livro de receitas quando eu vim morar sozinha e, depois, com meu namorido. Ela é sensacional (minha mãe! A receita também!)!
A receita é super fácil e com uma boa panquequeira (é melhor do que a frigideira, porque é mais plana e rasa e facilita na hora de virar a panqueca) e um bom spray vegetal para untar, fica mais fácil ainda.
Só tem um detalhe: não deu pra tirar nenhuma foto... Fiz 8 panquecas: 4 recheadas de um mix de queijos (lê-se todos os pedacinhos que queijo que sobravam na geladeira) e 4 para tomar no café da manhã no dia seguinte, quando tiraria as fotos das panquecas com manteiga e mel, como eu gosto de comer. Mas não deu: quando percebei, já tinham virado sobremesa e evaporado!
Vamos à receita: (Claudia Cozinha, julho de 93)
Massa básica para panquecas
4 ovos inteiros
1 xic. de farinha de trigo
1/2 colher de chá de sal
1 xic. de leite
1 xic. de água
1 colher de sopa de manteiga derretida
Modo de fazer
Numa tigela, bata os ovos com um batetor de mão até espumarem. Junte a farinha com o sal e bata mais até ficar uma massa lisa.
Aos poucos, junte o leite misturado com a água e a manteiga derretida. Misture até a massa ficar uniforme e lisa. Leve à geladeira coberta por 30 minutos.
Retire da geladeira e misture bem. Aqueça uma frigideira antiaderente ou uma panquequeira e pincele com manteiga ou pulverize com o spray vegetal.
Coloque 3 colheres de sopa de massa numa xícara (*) . Retire a frigideira do fogo e coloque a massa. Gire rapidamente para que a massa se espalhe de maneira uniforme.
Frite a panqueca até dourar ligeiramente de um lado e vire com a ajuda de uma espátula ou uma pinça de pontas de silicone ou teflon. Continue fritando do outro lado. Retire-a e deixe-a sobre papel absorvente, enquanto prepara as outras.
(*) A receita diz que dá pra fazer 25 panquecas. Usei metade da receita e só consegui fazer 8. Mas eu gosto dela mais grossinha, ou seja, usei meia concha para fazer cada uma (por isso rendeu menos).
Dica: Caso você faça uma receita inteira e sobrem algumas panquecas, você pode congelá-las, colocando uma sobre a outra intercaladas com filme plástico. No final, cubra com filme plástico ou papel-alumínio.
Sugestões de recheio:
Para um brunch: camembert ou brie (retire a parte branca do queijo camembert e amasse misturando com molho branco, sal e pimenta até formar uma pasta); ricota com espinafre (espinafre fervido e bem escorrido, misturado com a ricota e temperado com sal e pimenta).
Para um café da manhã: maçãs verdes com nozes (maçãs verdes raladas, passadas rapidamente - 5 min - na água fervente e limão, misturada com açúcar de cristal, passas, nozes e misturadas).
Também dá para acrescentar a maçã ralada ou chocolate em pó à massa e fritar.
Curiosidade: Panqueca é crêpe. Crêpe é panqueca. Sinônimos em português e em francês. É uma mistura líquida de farinha, ovos e leite que vai ao fogo na frigideira e se transforma em uma massa bem fina. No Brasil chamamos de crêpe por puro charme, panquecas preparadas com recheios mais sofisticados (doces ou salgados) e dobradas de outra em forma de pacotinho, em vez de enrolada. A ciência para fritar a panqueca é esquentar bem a frigideira e retirá-la do fogo . Imediatamente espalhar a massa. Voltar ao fogo e dourar ligeiramente dos dois lados.
4 de mar. de 2010
Ao vencedor, as batatas! (Batata rösti)
Noutro dia, estávamos conversando no trabalho sober os raladores de legumes e uma colega comentou que o melhor ralador que ela já teve foi comprado na Suíça. Dessa conversa, surgiu o tema da batata rösti. Cheguei em casa, vi que tinha batatas e resolvi fazer.
O processo é bastante parecido com o da tortilla espanhola, que meu namorido prepara tão bem. A diferença é que na batata rösti, a batata vai ralada e na tortilla, ela pode ir em rodelas ou em cubinhos (minha preferida).
Não me lembrava bem com a minha mãe fazia e fui procurar uma receita na Internet. Encontrei três versões: uma na qual a batata é ralada e depois cozida; outra na qual a batata é cozinha, vai à geladeira por várias horas e depois é ralada; e uma terceira na qual a batata é simplesmente ralada e usada para a preparação do rösti crua mesmo. Segundo um vídeo que vi no youtube, cada cantão suíço tem sua maneira de fazer o rösti. Então, optei pelo que me pareceu mais familiar (ou seja, mais próximo do que eu costumo fazer, a tortilla espanhola) e ralei a batata de maneira grosseira e levei para ferver rapidamente. Um pouquinho só, para não se desmanchar e virar um purê. Depois levei um pouco à geladeira para interomper a cocção antes de armá-la na frigideira quente.
Ingredientes para 04 pessoas:
800 g de batatas (veja processo acima)
01 colher (café) de sal
50 g de manteiga
Modo de fazer:
Descasque as batatas e rale-as em ralo grosso. Ferva-as rapidamente, com sal, e leve-as à geladeira para interromper a cocção. Esquente bem uma frigideira com manteiga e espalhe bem, inclusive nas bordas. (Usei uma frigeira pequena, para porções individuais.) Coloque as batatas formando uma galette, apertando um pouco para que fiquem compactadas. Deixe em fogo médio por 10′. Coloque mais um pouquinho de manteiga na bordas, e aperte mais um pouco as batatas. Cubra com um prato de sobremesa e deixe por mais 10′ em fogo baixo, vire a batata rösti no prato e volte com ela para a frigideira deslizando-a, para dourar o outro lado por mais 10′. Sirva no pratinho que serviu de tampa.
Se quiser, quando estiver pondo as batatas na frigideira, ponha uma camada de batata, algum tipo de recheio (bacon frito, queijo parmesão, muzzarela, provolone ou roquefort, presunto, carne seca etc) e cubro com outra camada de batata.
Cestinhas de maçã com canela
Bom, para o recheio das cestinhas doces, usei maçãs, canela, uva-passa, suco de uma laranjae açúcar mascavo - tudo a gosto. Pus em uma panelinha, levei ao fogo para cozinhar até a maçã fica macia e o açúcar derreter. Deixei esfriar e recheei as cestinhas e levei ao forno até a massa ficar dourada.
Quando fiz tipo caprese, misturei tomates, manjericão fresco, mussarela e temperei com sal, pimentae um pouco de azeite de oliva extra-virgem. Recheei as cestinhas e forno.
As de creme de espinafre também são fáceis: espinafre cozido, escorrido e picado, refogado com cebola e um pouco de molho branco. Tempera com sal e pimenta, recheei as cestinhas, forno e vapt-vupt, ficaram prontas.
São realmente práticas e são um charme na hora de servir.
Muffins!!!
Encontrei essa receita no site www.utilisima.com e saíram perfeitos! No começo eu desconfiava um pouco, porque a massa não rende nada e fica meio pesada. Mas depois, como cresceram no forno!!
Aliás, aprendi isso outro dia (pode parecer bobeira, mas eu não sabia): o fermento biológico (para pão) realiza o processo de crescimento do pão enquanto descansa. O fermento químico (para bolo) realiza o processo de crescimento no forno.
Muffins de chocolate com baunilha ("marmolado")
Ingredientes
150g de manteiga
200g de açúcar
3 ovos
Essência de baunilha
300g de farinha de trigo
15g de fermento químico
100g de chocolate ralado
40 ml de leite
Modo de fazer
Bater a manteiga e o açúcar até parecer um apomada. Acrescentar os ovos, um de cada vez, e perfumar com aa essência de baunilha. Depois, acrescentar a farinha de trigo peneirada com o fermento e misturar até obter uma massa homogênea.
Fundir o chocolate ralado com o leite e reservar.
Separar a metade da massa e a uma das metade incorporar o chocolate fundido.
Armar as forminhas na forma de muffin ou em forminhas de alumínio e completá-las alternando com a preparação de baunilha e a da chocolate, para fazer o efeito mármore.
Levar ao forno pré-aquecido a 170 graus por 18 a 20 minutos.
27 de fev. de 2010
Tomate recheado com molho caesar (ou o fim de um trauma e dois preconteitos)
Realmente, esse foi um dia e tanto! Acabei com um trauma e dois preconceitos em um só prato! Foi um combo!
O trauma corre por conta do tomate. Quando eu era criança, meu pai me obrigava a comer tomates todos os dias. Ele AMA tomate e eu não conseguia gostar daquele negócio. Mas na minha casa criança não tinha vez e meus irmãos e eu tivemos que comer tudo que meus pais determinavam (hoje vejo que eles têm razão e pretendo fazer o mesmo quando eu tiver filhos hahaha Será minha vingança!).
O fim do trauma começou no dia que comprei uma revistinha de receitas light aqui no jornaleiro perto de casa. Tinha uma receita de tomates recheados. Sou sincera: eu como com os olhos, antes de mais nada. Quando vi a foto, o tomate tão bonitinho, tão arrumadinho... Fiquei com vontade de comer. E com o calor desgraçado que está fazendo aqui, pensei que seria bom comer algo fresco no jantar. Nesse dia, me lembro que fiz como dizia a receite e recheei o tomate com maionese, atum, salsinha e azeitonas. Deixei na geladeira e quando meu namorido chegou em casa para o jantar e viu que eu tinha preparado tomate de acompanhamento até estranhou.
Depois que vi que disfarçando o tomate eu podia comê-l0 (meu pai sempre disse que o tomate é bom para prevenir vários tipos de câncer (*) e etc. Acredito no meu pai, mas rolava um preconceito contra o tomate... Acho que era uma maneira de manifestar minha rebeldia depois de tantos anos sendo obrigada a comer o raio do tomate!), resolvi que ia comer outro dia, tb recheado. Dessa vez, com ricota, roquefort, azeite de oliva extra-virgem e um mix de pimentas que tenho aqui em casa. Outra vez, meu namorido me olhava com cara de quem não entendia nada (justo eu, que nesta terra de pseudoitalianos, não como tomate, berinjela e pimentão...). Enfim, comemos outra vez e realmente ficou muito gostoso.
Aos poucos fui ficando amiga do tomate. Fomos fazendo as pazes. Paralelamente, fui adentrando um novo mundo para mim: o do arroz integral. Outra coisa que sempre olhei com cara de eca!, mas que por recomendação da nutricionista, resolvi dar uma chance ao famoso arroz integral. A verdade é que, na primeira vez que comi arroz integral no Brasil, no refeitório da empresa onde eu trabalhava, notei que ele tinha um gosto um pouco mais forte e é um pouco mais seco. Acho que por isso não gostei - acostumada com o arrozinho branco da mamãe, não tinha como comer aquilo.
Mas quando fiz as primeiras vezes aqui em casa, descobri uma maneira de deixá-lo mais saboroso, que seria adicionar um condimento para arroz em pó (uma mistura de curcuma, orégano, páprica, gengibre, noz moscada, coentro, pimenta e manjericão que se compra por peso num mercado aqui perto de casa ou também em envelopinhos industrializados). O arroz fica amarelinho e com um sabor especial! Aí, fui ficando mais sensível e amiga do arroz integral e, dessa maneira, acabei com o primeiro preconceito do título desta entrada.
O segundo preconceito era o de comer arroz frio na salada. Realmente, não rolava. Eu ficava pensando no arroz da minha mãe, quentinho, soltando fumacinha, com cheirinho de refogado de alho, cebola e azeite de oliva e não conseguia entender como eles aqui na Argentina conseguiam comer um arroz lavado, fervido no sal, escorrido e lavado de novo com água fria na salada. Primeiro que o arroz que eles fazem aqui não tem gosto de nada (vejam bem: esta é minha opinião pessoal... comparando o arroz que meu namorido fazia pra mim com o da minha mãe...). Depois que comecei a fazer aqui em casa o arroz branco do jeito que minha mãe faz , meu namorido não quer mais comer o arroz fervido deles... Por algo há de ser.
Não sei o que foi que me deu nesse dia, mas resolvi que ia fazer tomate recheado (trauma), com arroz integral (preconceito 1), pedacinhos de presunto, cenoura ralada, azeite de oliva extra-virgem, mix de pimentas e tudo para servir de entrada como uma salada, ou seja, frio (preconceito 2). Tenho que reconhecer que foi uma boa escolha e o tomate ficou ótimo!
Aproveitei e usei um pouco de molho caesar do dia anterior (receita retirada de um dos meus sites preferidos www.panelinha.com.br). Mas poderia ter comido sem nada.
Ah, esta receita foge um pouquinho à ideia de café-da-manhã, chá da tarde etc que seria o foco deste blog. Mas bem que pode ser servida como uma entrada ou num brunch.
(*) Sobre o tomate: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u403793.shtml
Caesar salad
Ingredientes
1/2 maço de alface-americana
1/2 maço de alface-crespa
6 fatias de pão de fôrma sem casca
2 colheres (sopa) de manteiga
1 xícara (chá) de creme de leite fresco
2 colheres (sopa) de maionese
2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
1 filé de aliche
1/2 xícara (chá) de azeite de oliva
1 dente de alho sem casca
suco de 1 limão
Modo de Preparo
1. Lave bem as folhas de alface sob água corrente. Numa tigela com água e um pouco de vinagre, deixe as folhas de molho por 20 minutos. Em seguida, retire as folhas com cuidado para que as "sujeirinhas" fiquem no fundo da tigela.
2. Com uma faca, corte o pão em quadrados bem pequenos, mas iguais.
3. Numa frigideira antiaderente, coloque a manteiga e leve ao fogo médio para derreter. Acrescente os cubinhos de pão e deixe dourar, mexendo de vez em quando para não queimar. Retire do fogo, transfira os cubinhos para um prato e reserve.
4. No liquidificador, junte o creme de leite, a maionese, o parmesão ralado, o aliche, o azeite, o alho e o suco de limão. Bata por 2 minutos ou até obter um creme homogêneo.
5. Seque as folhas de alface com papel-toalha e rasgue em pedaços médios. Disponha as folhas numa saladeira, regue com o molho e salpique com os cubos de pão. Sirva a seguir.