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8 de jul. de 2010

Pasta de berinjela

Meu namorido AMA berinjela. Eu, particularmente, não sou muito amiga desse legume. Mas, aproveito que ele gosta para preparar várias comidinhas, cujo ingrediente principal é a berinjela, para ele.

Hoje fiz uma pastinha rápida para untar os sanduiches de amanhã, na minha festinha de niver. Simples, rápido e gostoso.

Comprei três berinjelas pequenas - podem ser duas grandes também - lavei bem, cortei o talo e a pontinha de baixo e depois as cortei ao meio no sentido longitudinal (deixar a casca). Pus num pirex e levei ao micro-ondas por 13 minutos. Leve a berinjela ao micro-ondas por 10 minutos ou até a polpa ficar macia. Com uma colher, retirei a polpa da berinjela e descartei a casca. Com o amassador de batatas, amassei bom!!! Amassei e misturei tudo e prontinho! Temos aí, uma pastinha de berinjela pronta para untar um pãozinho!!!

4 de jul. de 2010

Mousse de atum

Esse é um clássico da minha mãe. É muito fácil e prático, porque dá para fazer com antecedência e congelar. E para servir, basta descongelar algumas horas antes na geladeira.

Ingredientes:

1 lata de atum escorrida
2 colheres de sopa de suco de limão
1/2 xícara de maionese
1/2 cebola ralada
1 pote de creme de leite (250g)
1 colher de sopa de ketchup
1 pacote de gelatina sem sabor
1/2 xícara de água
Sal e pimenta a gosto
azeitonas ou picles picados (opcional)

Modo de fazer:

Dissolver a gelatina em meia xícara de água. Bater todos os outros ingredientes no liquificador (menos as azeitonas e o picles). Acrescentar a gelatina e bater de novo. Passar para os potinhos que serão usados para servir e levar à geladeira para ficar firme.

Um detalhe: no verão, não se recomenda deixar do lado fora da geladeira, porque começa a derreter.

26 de jun. de 2010

Guacamole




Como disse em outras entrada, demorei para assimilar a ideia do abacate em um prato salgado. A primeira experiência (frustante) foi quando eu dividia um apartamento com uma colega alemã aqui em Buenos Aires. Ela, gentilmente, se ofereceu para preparar uma guacamole para mim. Detestei! Sei lá, muito esquisito. Fiquei um pouco traumatizada.

Depois de bastante tempo, uma de minhas cunhadas, nos convidou para comer comida mexicana e fez uma guacamole de entrada. Não podia fazer desfeita e acabei provando para agradar. Muito melhor! Ela pôs bastante limão, cebola bem cortadinha, uma pimentinha... Muito bom! Daí para frente, sempre que pedimos comida mexicana em casa, pedimos uma porção de guacamole.

Mais uma vez, eu tinha que gostar de algo engordativo, ne? Tá bom que adoro brócolis, pepino, abobrinhas, essas verduras tipo "A", segundo os nutricionistas. Aquelas que você pode comer à vontade que não tem problema. Mas eu tinha justo que ter uma quedinha pelo abacate?

Ingredientes:

1 abacate
1 tomate sem sementes picado
1 pimenta-dedo-de-moça picada
1/2 xícara (chá) de coentro picado
suco de 1 limão
sal a gosto

Modo de fazer:

Com uma faca, corte o abacate ao meio e retire o caroço. Com a ajuda de uma colher, retire a polpa e coloque numa tigela. Adicione todos os ingredientes picados à tigela com o abacate e misture bem. Tempere com o suco de limão e sal. Sirva a seguir.

Uma curiosidade: O nome "guacamole" tem origens indígenas: "guaca" significa testículo (da forma do fruto) e "mole" é um nome genérico para "molho", embora o verdadeiro mole seja totalmente diferente, levando na sua composição chocolate. (Wikipedia)

Fonte: http://panelinha.ig.com.br/site_novo/receita/receita.php?id=398

10 de jun. de 2010

Quiche de espinafre com ricota

Acabamos de voltar dos EUA e, por isso, estive um pouco afastada do blog. Por isso e porque não levei meu computador na viagem. Agora, tenho que correr atrás do "prejuízo".

Nessa viagem, pude comer o café da manhã ds meus sonhos: muffins, scones, cookies, suco de cranberries, sucrilhos com leite, bagel com cream cheese e geleia de morango... Estava mais feliz do que pinto no lixo! Uma das coisas que comemos dessa vez no café da manhã foi uma quiche de espinafre com queijo maravilhosa. A massa se esfarelava do jeito que tem de ser.

Para minha alegria, depois que chegamos, meu namorido me pediu para fazer uma dessas "igual a que comemos no hotel". Bom, tentei. Na verdade, já tinha feito outra vez essa receita do Panelinha, mas com recheio de alho-poró (a receita original era de alho-poró e alecrim, mas não gosto muito do último, de modo que ficamos apenas com o primeiro). A receita original é esta aqui (http://panelinha.ig.com.br/site_novo/receita/receita.php?id=279). Desta vez, como ele queria de espinafre (e eu tinha um pouco de ricota dando sopa na minha geladeira), usei a mesma base e modifiquei o recheio.

Ingredientes (massa):

2 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
100 g / 1/2 tablete de manteiga
1 ovo
1/2 colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) de água fria

Modo de Preparo

Numa tigela, adicione todos os ingredientes e misture bem com as mãos até obter uma massa homogênea. Modele uma bola com a massa.
Forre o fundo e as laterais de uma fôrma de fundo removível (20 cm de diâmetro) com a massa. Para abrir a massa, use as mãos em vez do rolo.
Leve a fôrma forrada com a massa à geladeira e comece a preparar o recheio.


Ingredientes (recheio):

300g de espinafre cozido e picado (usei o congelado porque não estava com muita vontade de lavar e limpar o espinafre fresco e a diferença de preço não era tanta...)
1 cebola média
3 ovos
300g de ricota
200ml de creme de leite
Sal e pimenta a gosto
Queijo parmesão ralado quantidade suficiente

Modo de fazer:

Refogar a cebola picada no azeite e, quando estiverem transparentes, acrescentar o espinafre. Misturar o espinafre e a cebola com os ovos, a ricota e o creme de leite e temperar a gosto. Transferir o recheio para a fôrma e cobri-lo com bastante queijo ralado para gratinar. Levar ao forno por aprox. 30-40 minutos ou até a massa estar dourada e o queijo gratinado.

11 de abr. de 2010

Pionono de roquefort


Um clássico das festinhas portenhas, o pionono (nosso famoso rocambole) é super fácil e versátil. Primeiro porque aqui se pode comprar a massa pronta (minha mãe quando vem aqui leva os pacotinhos de massa para o Rio). Segundo, te dá a possibilidade de agradar gregos e troianos, porque dá para rechearo conforme o gosto de cada um.

Aqui em casa, fiz uma vez no aniversário do meu namorido de roquefort (aqui na Argentina o correto é dizer queijo azul, para respeitar a denominação de origem...), queijo tipo Philadelphia, aipo e nozes.

Da última vez que fiz, para a visita de meus pais, me dei ao trabalho de anotar as quantidades que usei de cada ingrediente. Nas outras vezes, fiz no olhômetro mesmo. Vai do gosto do freguês.

Ingredientes:

Duas massas de rocambole compradas prontas
200g de queijo tipo Roquefort
300g de queijo tipo Philadelphia
100g de nozes picadas
100g de aipo picado

Modo de fazer:

Misturar os dois queijos até formar uma pasta homogênea. Acrescentar as nozes e o aipo picados e misturar bem. Deixar à temperatura ambiente para amolecer um pouco a pasta e facilitar na hora de espalhar. Espalhar sobre o rocambole e enrolar com cuidado para não se quebrar. Levar à geladeira por pelo menos 2 horas antes de cortar, embrulhados no papel do rocambole e plástico, para manter a umidade. Normalmente, desperdiçamos as pontas na hora de cortar.

14 de mar. de 2010

Antipasto - Abobrinha grelhada


É uma receita que faço sempre em casa e, por isso, nunca me lembro de tirar uma foto. Mas é bem básica e serve tanto como um antipasto como para acompanhar uma massa.

Tirei essa receita do livro Prazeres frugais, da Joyce Pascowitch (presente da minha irmã). O livro é fofo, porque te passa receitinhas como se fosse uma amiga que estivesse te contando o que comeu num restaurante X. Não tem uma apresentação convencional de "ingredientes" ou "modo de fazer". É um parágrafo curto, no qual a autora descreve uma receita de restaurante X.
Aqui copio o parágrafo:

"Com um quê de mediterrâneo, as abobrinhas grelhadas - receita de Massimo Ferrari - são ideais para almoços de verão: corte a abobrinha no sentido longitudinal, em fatias bem finas (1); coloque para grelhar em uma chapa bem quente, distribua no prato e acrescente sem misturar azeitonas pretas, alcaparras (2), manjericão e salsinha verde, tudo picado bem pequenininho - depois, tempere com sal, azeite de oliva virgem e vinagre balsâmico."

Meus comentários:
(1) Minha mãe me ensinou que para tirar o gosto amargo da abobrinha, o ideal é deixá-la de molho uns 20 minutos em água com sal e depois sim pô-la na chapa para grelhar.
(2) Não sou muito amiga das alcaparras e, por isso, resolvi substituí-las por uma anchova bem picadinha.

Em casa, costumo fazer também com berinjela e pimentão vermelho para meu namorido (não como pimentão nem por um decreto e a berinjela... estamos em fase de adaptação... já fiz tipo à parmegiana, com queijo e molho de tomate, mas não rolou um clima ainda...). Às vezes sirvo com um pãozinho de entrada (antipasto) ou por cima de uma massa (talharim, orecchetti, penne) com queijo parmesão ralado e um fio de azeite de oliva extra virgem.

4 de mar. de 2010

Ao vencedor, as batatas! (Batata rösti)


Noutro dia, estávamos conversando no trabalho sober os raladores de legumes e uma colega comentou que o melhor ralador que ela já teve foi comprado na Suíça. Dessa conversa, surgiu o tema da batata rösti. Cheguei em casa, vi que tinha batatas e resolvi fazer.

O processo é bastante parecido com o da tortilla espanhola, que meu namorido prepara tão bem. A diferença é que na batata rösti, a batata vai ralada e na tortilla, ela pode ir em rodelas ou em cubinhos (minha preferida).

Não me lembrava bem com a minha mãe fazia e fui procurar uma receita na Internet. Encontrei três versões: uma na qual a batata é ralada e depois cozida; outra na qual a batata é cozinha, vai à geladeira por várias horas e depois é ralada; e uma terceira na qual a batata é simplesmente ralada e usada para a preparação do rösti crua mesmo. Segundo um vídeo que vi no youtube, cada cantão suíço tem sua maneira de fazer o rösti. Então, optei pelo que me pareceu mais familiar (ou seja, mais próximo do que eu costumo fazer, a tortilla espanhola) e ralei a batata de maneira grosseira e levei para ferver rapidamente. Um pouquinho só, para não se desmanchar e virar um purê. Depois levei um pouco à geladeira para interomper a cocção antes de armá-la na frigideira quente.

Ingredientes para 04 pessoas:

800 g de batatas (veja processo acima)

01 colher (café) de sal

50 g de manteiga

Modo de fazer:

Descasque as batatas e rale-as em ralo grosso. Ferva-as rapidamente, com sal, e leve-as à geladeira para interromper a cocção. Esquente bem uma frigideira com manteiga e espalhe bem, inclusive nas bordas. (Usei uma frigeira pequena, para porções individuais.) Coloque as batatas formando uma galette, apertando um pouco para que fiquem compactadas. Deixe em fogo médio por 10′. Coloque mais um pouquinho de manteiga na bordas, e aperte mais um pouco as batatas. Cubra com um prato de sobremesa e deixe por mais 10′ em fogo baixo, vire a batata rösti no prato e volte com ela para a frigideira deslizando-a, para dourar o outro lado por mais 10′. Sirva no pratinho que serviu de tampa.

Se quiser, quando estiver pondo as batatas na frigideira, ponha uma camada de batata, algum tipo de recheio (bacon frito, queijo parmesão, muzzarela, provolone ou roquefort, presunto, carne seca etc) e cubro com outra camada de batata.


27 de fev. de 2010

Tomate recheado com molho caesar (ou o fim de um trauma e dois preconteitos)


Realmente, esse foi um dia e tanto! Acabei com um trauma e dois preconceitos em um só prato! Foi um combo!

O trauma corre por conta do tomate. Quando eu era criança, meu pai me obrigava a comer tomates todos os dias. Ele AMA tomate e eu não conseguia gostar daquele negócio. Mas na minha casa criança não tinha vez e meus irmãos e eu tivemos que comer tudo que meus pais determinavam (hoje vejo que eles têm razão e pretendo fazer o mesmo quando eu tiver filhos hahaha Será minha vingança!).

O fim do trauma começou no dia que comprei uma revistinha de receitas light aqui no jornaleiro perto de casa. Tinha uma receita de tomates recheados. Sou sincera: eu como com os olhos, antes de mais nada. Quando vi a foto, o tomate tão bonitinho, tão arrumadinho... Fiquei com vontade de comer. E com o calor desgraçado que está fazendo aqui, pensei que seria bom comer algo fresco no jantar. Nesse dia, me lembro que fiz como dizia a receite e recheei o tomate com maionese, atum, salsinha e azeitonas. Deixei na geladeira e quando meu namorido chegou em casa para o jantar e viu que eu tinha preparado tomate de acompanhamento até estranhou.

Depois que vi que disfarçando o tomate eu podia comê-l0 (meu pai sempre disse que o tomate é bom para prevenir vários tipos de câncer (*) e etc. Acredito no meu pai, mas rolava um preconceito contra o tomate... Acho que era uma maneira de manifestar minha rebeldia depois de tantos anos sendo obrigada a comer o raio do tomate!), resolvi que ia comer outro dia, tb recheado. Dessa vez, com ricota, roquefort, azeite de oliva extra-virgem e um mix de pimentas que tenho aqui em casa. Outra vez, meu namorido me olhava com cara de quem não entendia nada (justo eu, que nesta terra de pseudoitalianos, não como tomate, berinjela e pimentão...). Enfim, comemos outra vez e realmente ficou muito gostoso.

Aos poucos fui ficando amiga do tomate. Fomos fazendo as pazes. Paralelamente, fui adentrando um novo mundo para mim: o do arroz integral. Outra coisa que sempre olhei com cara de eca!, mas que por recomendação da nutricionista, resolvi dar uma chance ao famoso arroz integral. A verdade é que, na primeira vez que comi arroz integral no Brasil, no refeitório da empresa onde eu trabalhava, notei que ele tinha um gosto um pouco mais forte e é um pouco mais seco. Acho que por isso não gostei - acostumada com o arrozinho branco da mamãe, não tinha como comer aquilo.

Mas quando fiz as primeiras vezes aqui em casa, descobri uma maneira de deixá-lo mais saboroso, que seria adicionar um condimento para arroz em pó (uma mistura de curcuma, orégano, páprica, gengibre, noz moscada, coentro, pimenta e manjericão que se compra por peso num mercado aqui perto de casa ou também em envelopinhos industrializados). O arroz fica amarelinho e com um sabor especial! Aí, fui ficando mais sensível e amiga do arroz integral e, dessa maneira, acabei com o primeiro preconceito do título desta entrada.

O segundo preconceito era o de comer arroz frio na salada. Realmente, não rolava. Eu ficava pensando no arroz da minha mãe, quentinho, soltando fumacinha, com cheirinho de refogado de alho, cebola e azeite de oliva e não conseguia entender como eles aqui na Argentina conseguiam comer um arroz lavado, fervido no sal, escorrido e lavado de novo com água fria na salada. Primeiro que o arroz que eles fazem aqui não tem gosto de nada (vejam bem: esta é minha opinião pessoal... comparando o arroz que meu namorido fazia pra mim com o da minha mãe...). Depois que comecei a fazer aqui em casa o arroz branco do jeito que minha mãe faz , meu namorido não quer mais comer o arroz fervido deles... Por algo há de ser.

Não sei o que foi que me deu nesse dia, mas resolvi que ia fazer tomate recheado (trauma), com arroz integral (preconceito 1), pedacinhos de presunto, cenoura ralada, azeite de oliva extra-virgem, mix de pimentas e tudo para servir de entrada como uma salada, ou seja, frio (preconceito 2). Tenho que reconhecer que foi uma boa escolha e o tomate ficou ótimo!

Aproveitei e usei um pouco de molho caesar do dia anterior (receita retirada de um dos meus sites preferidos www.panelinha.com.br). Mas poderia ter comido sem nada.

Ah, esta receita foge um pouquinho à ideia de café-da-manhã, chá da tarde etc que seria o foco deste blog. Mas bem que pode ser servida como uma entrada ou num brunch.

(*) Sobre o tomate: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u403793.shtml

Caesar salad

Ingredientes
1/2 maço de alface-americana
1/2 maço de alface-crespa
6 fatias de pão de fôrma sem casca
2 colheres (sopa) de manteiga
1 xícara (chá) de creme de leite fresco
2 colheres (sopa) de maionese
2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
1 filé de aliche
1/2 xícara (chá) de azeite de oliva
1 dente de alho sem casca
suco de 1 limão

Modo de Preparo
1. Lave bem as folhas de alface sob água corrente. Numa tigela com água e um pouco de vinagre, deixe as folhas de molho por 20 minutos. Em seguida, retire as folhas com cuidado para que as "sujeirinhas" fiquem no fundo da tigela.
2. Com uma faca, corte o pão em quadrados bem pequenos, mas iguais.
3. Numa frigideira antiaderente, coloque a manteiga e leve ao fogo médio para derreter. Acrescente os cubinhos de pão e deixe dourar, mexendo de vez em quando para não queimar. Retire do fogo, transfira os cubinhos para um prato e reserve.
4. No liquidificador, junte o creme de leite, a maionese, o parmesão ralado, o aliche, o azeite, o alho e o suco de limão. Bata por 2 minutos ou até obter um creme homogêneo.
5. Seque as folhas de alface com papel-toalha e rasgue em pedaços médios. Disponha as folhas numa saladeira, regue com o molho e salpique com os cubos de pão. Sirva a seguir.