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25 de jun. de 2010

Caldinho de feijão


Em época de Copa do Mundo, eu - e todos os brasileiros - fico mais patriota. Sobretudo, morando longe. Pior ainda, quando eu penso que feijão é "comida de festa"! Quando faço feijão aqui em casa, praticamente tenho que comer sozinha. Meu namorido só como se for "feijão tropeiro". Me resta, então, congelar uma parte e comer feijão a semana toda.

Hoje resolvi comer caldinho de feijão (mais comfort food!!). Na verdade, é uma versão minha, bem simples e rápida: depois de cozinhar o feijão, separo a parte que quero usar para o caldinho. Refogo cebola, alho e cebolinha e reservo. Processo o feijão no liquidificador, até ficarum caldo grossinho, misturo com o refogado e sirvo numas xícarazinhas coloridas que comprei para a vez que servi de entrada no meu aniversário. Por cima, um fiozinho de um bom azeite de oliva e pimenta moída na hora.

Feijão para dar força para o Brasil!

Ah, uma história engraçada: no meu aniversário do ano passado, resolvi que ia fazer comida brasileira para todos os argentinos (isto é, a família do meu namorido) que vieram aqui em casa para festejar comigo. Vieram também algumas amigas brasileiras. Comprei então umas xícaras de cafezinho supercoloridas para servir de entrada. Meu namorido não botou muita fé no negócio, dizendo que os argentinos não iam comer o feijão. Comprei, então, apenas 8 xícaras, suficientes para os convidados brasileiros. Desnecessário dizer que TODOS os argentinos quiseram provar o tal do caldinho e faltou xícara para todo mundo!

13 de jun. de 2010

Escondidinho de frango


Essa vai para minha amiga Day, que tá na Alemanha e não aguenta mais comer salsicha com batatas!

O escondidinho de frango é uma variação e/ou adaptação do meu escondidinho preferido - o tradicional de carne seca com aipim e requeijão - aos ingredientes que consigo aqui em Buenos Aires. Desta vez, quem fez foi meu namorido. Mas vale dizer que a autoria intelectual é minha, porque da primeira vez quem fez fui eu e agora ele quis fazer para surpreender uns amigos argentinos que vinham jantar aqui em casa.

Ingredientes (12 porções):

1 frango inteiro (+/- 2kg) desfiado
1 kg de batata cozida para purê
1 pote de cream cheese
2-3 cebolas grandes (depende do gosto do freguês)
Purê de tomate a gosto
Sal e pimenta a gosto
Azeite a gosto
Queijo ralado quantidade necessária

Modo de fazer:

Cortar o frango (tarefa que designo ao açougueiro... Quando vou ao açougue comprar, já peço para ele cortar em 8 partes para ficar mais fácil de cozinhar). Tirar a pele, limpar bem e pôr em uma panela com um pouco de água (2-3 copos) e um caldinho de verduras ou de galinha para cozinhar. Enquanto isso, cozinhar as batatas com água e sal. Depois de bem cozido, desfiá-lo todo e reservar. Cortar a cebola em cubinhos e refogá-la com azeite. Quando estiver bem transparente, acrescentar o frango desfiado, o purê de tomate, o sal e a pimenta a gosto. Enquanto o frango vai tomando o gosto do refogado, fazer o purê de batata conforme o gosto do freguês (aqui em casa, usamos um pouco de manteiga, um pouquinho de leite morno, sal e noz moscada). Para montar o prato: em um ramequin refratário, pôr uma colherada generosa do frango refogado, seguida de uma colher de cream cheese - tentar espalhar bem - purê de batata suficiente para "esconder"o recheio e queijo ralado para cobrir tudo. Levar ao forno pré-aquecido por alguns minutos para derreter o queijo.
Para quem tem a sorte de ter carne-seca, aipim e requeijão em casa, as medidas são as mesmas. A única diferença é que não precisa temperar a carne-seca na hora de refogar (tem que dessalgá-la antes também!!).
Fizemos 4 grandes, como esse da foto, e 4 pequenos. Se tivéssemos usado somente os ramequins pequenos, faríamos 12 unidades.

10 de jun. de 2010

Comfort food

Taí uma expressão legal: "comfort food", uma comida para confortar. Segundo a definição da Wikipedia, é aquela comida familiar, caseira, com um quê de nostálgica. Define a comida que traz algum tipo de conforto, sensação de bem-estar ou satisfação fácil, seja por ser um prato morno e que satisfaça ou, basicamente, um doce ou uma sobremesa. O importante é ter uma referência nostálgica para uma pessoa ou uma cultura. (http://en.wikipedia.org/wiki/Comfort_food)

Nessa entrada, havia alguns exemplos de "comfort food" de diversos países e, para o Brasil, não podiam deixar de estar o querido arroz com feijão (que saudade!) e o caldinho de feijão (que fiz noutro dia aqui em casa), entre outros. Para a Argentina, estavam as empanadas (a propósito, acabo de comer duas de frango que meu namorido fez...). Para os EUA, estão todas essas comidinhas: muffins, brownies, blondies, cookies, scones, etc.

25 de mar. de 2010

Comendo com os olhos: salada roxa com molho de mostarda e mel

Ainda em busca de soluções coloridas para me convencer que a dieta é legal, comecei a provar legumes e verduras para os quais eu não dava muita bola. O primeiro da série foi o tomate. Agora, a bola da vez é o repolho roxo.

Como com os olhos e o roxo é uma das minhas cores preferidas. Os alimentos arroxeados, como a uva, a ameixa, o figo, a beterrada e o repolho roxo, contêm ácido elágico, substância que retarda o envelhecimento e neutraliza as substâncias cancerígenas antes mesmo de elas alteraram o código genético.

Essa salada serve tanto para um almoço de outono como também para um brunch. Pode ser acompanhada de um pão integral.

Fiz uma mistura de repolho roxo, alface roxa, cebola roxa e beterraba. Para quebrar um pouco, alface americana, pepino e maçã verde. Completei com um molho light de mostarda e mel, que corta um pouco a acidez da cebola, cuja receita encontrei no site da revista Boa Forma:

Ingredientes:

* 2 col. (chá) de mel
* 5 col. (sopa) de mostarda amarela
* 1/2 xíc. (chá) de suco de laranja
* 1/2 xíc. (chá) de azeite de oliva
*Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo: Misture todos os ingredientes e bata com um mini fouet ou um garfo até o mel ser incorporado por completo. Calorias: 14

Leiam também: Alimento roxo é sinal de saúde
http://saude.abril.com.br/edicoes/0297/nutricao/conteudo_275881.shtml?pag=1