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25 de jun. de 2010

Empanadas de carne - o clássico argentino!


Ah, Argentina... Terra do tango, do vinho, da parrilla e da empanada!

EXISTE CULINÁRIA ARGENTINA ALÉM DE CHURRASCO Quando falam em cozinha argentina, lembro imediatamente de churrascos, parrilladas, bifes de chorizo, ojo de bife e aí me dá vontade de dar um pulo até Buenos Aires. E das melhores carnes do mundo, pura tentação. Mas não é a única da culinária local. Em Mendoza, por exemplo, terra dos melhores vinhos Malbec do planeta, aprendi a curtir empanadas. E que existem muitas delas, a chilena, a uruguaia e mesmo a argentina que, dependendo da região, muda suas características. As mendocinas, como chamam por lá, são as mais conceituadas. São recheadas de carne de porco picadinha e temperadas com cominho, páprica, pimenta em pó, passas... É justamente essa que o fascículo de Sabores do Mundo de amanhã ensina a fazer. (Luciana Fróes, Jornal O GLOBO, 9 de setembro de 2006, pág. 24)

Aqui em casa, o rei da empanada é meu namorido. Toda festinha, reunião, ajuntamento de gente tem que ter empanada. Ele faz de frango, de roquefort com aipo e muzzarella, de acelga com molhor branco... Mas a melhor mesmo é a de carne. A minha sogra faz a massa para a empanada que, segundo ela, é superfácil. Mas, mais fácil ainda!, é comprar a massa pronta no mercado, já que temos aqui uma infinidade de marcas, tamanhos, tipos (folhada, simples, light). Então, a estrela é mesmo o recheio.

Para um pacote de 20 empanadas convencionais, usamos 1/2 kg de carne moída, a mesma quantidade de cebola picadinha, um pouco de molho de tomate, sal e pimenta a gosto. Primeiro, refogamos a cebola. Depois, acrescentamos a carne moída e deixamos cozinhar, mexendo sempre para não secar e queimar o fundo da panela. A cebola larga água e isso faz com que o recheio fique úmido. Em seguida, acrescentamos um pouco de molho de tomate, sal e pimenta a gosto. Também é legal pôr páprica, dá um gostinho mais picante ao recheio. Quando o recheio esfriar, rechear a empanada e fazer o "repulgue", que são as dobrinhas da empanada. Meu namorido faz as dobrinhas perfeitas (as minhas saem tronchas...). Pincelar com uma gema, levar ao forno e listo!

15 de abr. de 2010

Crepes

A-do-ro! Crepe fininho recheado de pêras ou maçãs morninhas com calda de chocolate... Ai, meu Deus...

O legal do crepe é que, como é a mesma coisa que a panqueca, dá para fazer um montão com uma massa e comer com recheio salgado ou com recheio doce. Dá até para fazer um "rodízio de crepes": vários recheios, várias caldas, confetti, sorvete... Só de pensar já me dá água na boca (e já começo a engordar!).

Essa receita de panqueca/crepe foi tirada de uma revista Cláudia de julho de 1993. É a mesma receita que a minha mãe usa (e ela faz uns crepes de queijo maravilhosos!).

Ingredientes (para a massa):

4 ovos
1 xícara de farinha de trigo
1/2 colher (chá) de sal
1 xícara de leite
1 xícara de água
1 colher (sopa) de manteiga derretida

Modo de preparo:

Numa tigela, bata os ovos com um batedor de mão até espumarem. Junte a farinha com o sal e bata mais até ficar uma mistura lisa. Junte aos poucos o leite misturado na água e a manteiga derretida. Misture bem até formar uma massa uniforme e lisa. Leve para gelar coberta por 30 min. Retire de geladeira e misture bem. Aqueça uma panquequeira antiaderente média e pincele com manteiga ou spray vegetal. Coloque meia concha de massa na frigideira e gire-a para que a massa se espalhe bem e a panqueca fique fininha. Frite as panquecas até dourarem ligeiramente. Vire-as com a ajuda de uma espátula ou com a ponta dos dedos. Deixe dourar do outro lado.

A receita original diz que dá para fazer 25 panquecas... Nunca consegui. Acho que é porque mesmo sendo bastante fininha para o meu gosto, ainda dá para fazer mais fina e a massa rende mais.

Uma dica legal é que dá para congelar as panquecas, com ou sem recheio. Para congelar sem recheio, é importante pôr uma papel ou filme de PVC entre uma e outra. No final, embrulhar com plástico ou papel-alumínio.

Para o recheio de maçã ou pêra:

Maçãs ou pêras cortadas em cubinhos na quantidade necessária (não costumo tirar a casca da fruta) misturadas com açúcar mascavo, um pouco de canela, um pouco de passas (opcional) e suco de limão suficiente para impedir que oxidem. Levar tudo ao fogo médio e cozinhar até que as frutas fiquem macias. Rechear as panquecas e servir com calda de chocolate e/ou sorvete.

11 de abr. de 2010

Alfajorcitos de maicena


Já tinha um tempão que eu queria experimentar uma receita de alfajorezinhos de maizena, um clássico da pâtisserie argentina, mas nunca nem começava. Agora quando meus pais vieram nos visitar, resolvi arriscar. Não disse nada para ninguém para não agourar, como diz minha mãe. Se desse certo, ótimo. Se não, paciência. Deram super certo! Ficaram ótimos! Minha sogra achava que os tinha encomendado na padaria, porque disse que ela mesma nunca fez (e ela faz de tudo!). Existem a massinha pronta, em forma de biscoitinho, que podemos comprar no mercado. Mas nunca vi onde e, sinceramente, é tão fácil de fazer que nem vale a pena comprar.
Minha receita rendeu 40 alfajorezinhos (80 tapitas). Claro que não comemos tudo e fui obrigada, para alegria de meus colegas de trabalho, levar tudo para o escritório. Foi um sucesso! Entre 10h e 12h da manhã eles desapareceram! Isso, para o cozinheiro, é um elogio e tanto!

Essa receita encontrei no site www.utilisima.com

Ingredientes:

250g de manteiga
150g de açúcar
4 gemas
1 colher de café de essência de baunilha
1 colher de café de cognac (usei vinho do Porto, que era o que eu tinha em casa)
2 colheres de café de suco de limão
300g de amido de milho
200g de farinha de trigo com fermento
500g de doce de leite para confeitaria (*)
Coco ralado suficiente para polvilhar

(*) Usei o doce de leite comum que, na minha opinião, é menos doce. Mas, em compensação, tem menos consistência e, enquanto eu armava um alfajor, o outro se desarmava, porque a tapita de cima escorria junto com o doce de leite. Da próxima vez, vou ter de usar o doce de leite repostero, que é o usado nas padarias para fazer doces.

Modo de fazer:

Pré-aquecer o forno a temperatura média (180º). Bater a manteiga com o açúcar. Acrescentar as gemas uma de cada vez, a essência de baunilha, o cognac e o suco de limão. Peneirar os ingredientes secos e acrescentá-los. Bater até formar uma massa lisa. Envolver em filme e levar para a geladeira por duas horas. Depois que a massa estiver mais consistente, esticá-la sobre uma bancada polivilhada com farinha e cortar as tapitas com um cortador redondo de 2 cm de diâmetro. Colocar as tapitas em uma assadeira untada com manteiga e polvilhada com trigo e assar por 8-10 minutos. Deixar esfriar e montar os alfajorezinhos: tapita, doce de leite, tapita e depois passar as bordas pelo coco ralado.

Os melhores cafés da Argentina

Há três anos moro aqui em Buenos Aires e, apesar dos cafés serem uma instituição portenha, o mais próximo que cheguei foi tomar um café numa filial do Havanna. E isso quando estava dando uma de guia de turismo para uma amigona (Cla!) que veio me visitar em 2008. Fora isso, nunca tinha tido a oportunidade de conhecer os famosos cafés de Buenos Aires.

Esta semana, enquanto preparava o roteiro da visita da minha família a Buenos Aires, me deparei com esse artigo (que copio na íntegra). Fiquei decepcionada comigo mesma por não ter visitado nenhum desses cafés!

Finalmente, desta vez - também dando uma de guia de turismo para minha família - fui ao Café Tortoni. Fomos ver um espetáculo de tango (mas esse é um capítulo à parte).

Los mejores cafés de la Argentina

Tradicionales, históricos y referentes únicos de su ciudad y los habitantes que hicieron de ellos un refugio para el encuentro o la mesa solitaria. Un listado con los bares históricos de Buenos Aires y el Interior del país

Fueron, y son, espacios de pertenencia a los que se recurre con una constancia tan fiel que puede datar de toda una vida. Es que más allá de la visita eventual al café que se encuentra azarosamente al paso, siempre hay uno que, por una razón u otra, convoca con regularidad. Tal es el fanatismo que despiertan que, en algunos de ellos, hay que esperar un buen rato para conseguir una mesa disponible.

Los más emblemáticos están vinculados a la más pura tradición cultural de su ciudad, ya sea porque por sus mesas pasaron ilustres personalidades o bien porque fueron motivo de inspiración para autores, músicos y compositores.

Si bien la filosofía WI FI se impuso en la mayoría de los locales, no son pocos los que respetan y conservan desde su estilo arquitectónico hasta las "especialidades de la casa".

Hoy, son frecuentados sin distinción de género, pero hasta mediados del siglo XX sus mesas estaban reservadas solo para los caballeros. Las damas debían conformarse con las firmas que habilitaban el "Salón Familias" tal como sucedía, por ejemplo, en el desaparecido Argos, de Federico Lacroze y Alvarez Thomas.

Algunos fueron calificados de "notables", otros, sobreviven con esfuerzo. Un grupo de elite, alberga shows para turistas y un remozamiento que los convierte en espacios cinco estrellas.

Pero, más allá de disquisiciones y categorías, la mayoría sigue en pie conservando la silla de madera, el mostrador con sandwicheras, la pizarra negra con el menú clavado, la puerta vaivén y el mozo de chaqueta blanca.

Aquí va un listado con algunos sitios emblemáticos que no pueden dejar de visitarse.

Tortoni (Capital Federal) - La más española de las avenidas de Buenos Aires alberga uno de los cafés más emblemáticos de la ciudad. Su historia lo convierte en un sitio en el que se respira cultura y tango. Se inauguró a fines de 1858 y tomó su nombre de un establecimiento del Boulevard des Italiens en el que se reunía la elite de la cultura parisina del siglo XlX.

Su bodega tiene una nutrida cartelera de espectáculos y varias veces fue convertida en estudio de radio. Además del café, son memorables sus picadas. Por sus mesas de Avenida de Mayo al 800 desfilaron desde Alfonsina Storni y Benito Quinquela Martín a Jorge Luis Borges y Julián Centeya pasando por la porteñísima Tita Merello, quien dejó un cuadro de recuerdo.

Varela Varelita (Capital Federal) - En la Avenida Scalabrini Ortiz y Paraguay, un clásico bar sin restaurar a pocas cuadras de lo más sofisticado de un Palermo poblado de reductos de moda y nada de tradición. El lugar es muy frecuentado por cierta intelectualidad que hace de sus mesas una extensión de la biblioteca casera. Imperdible su café con leche bien espumante.

Las Violetas (Capital Federal) - El 21 de septiembre de 1884 se inauguró esta confitería que haría historia en la esquina de la Avenida Rivadavia y Medrano. Carlos Pellegrini asistió a la apertura y Roberto Arlt fue uno de sus clientes más renombrados.

En la década de 1920 se construyó el actual edificio marcado por arañas doradas, vidrieras y puertas de vidrios curvos, vitrales franceses y pisos de mármol italiano. Permaneció cerrado muchos años, pero en 2001 una restauración dejó el lugar a nuevo devolviéndole aquella elegancia que fuera su sello distintivo. En 1998, la Legislatura de la Ciudad de Buenos Aires la declaró como "Lugar Histórico de la Ciudad". Son famosas sus meriendas con tortas que permiten olvidar por un rato la dieta.

Esquina Homero Manzi (Capital Federal) - Si de esquinas tangueras se trata, la de San Juan y Boedo está asociada a la más pura cultura ciudadana. Homero Manzi la consagró con el tema "Sur", una de sus máximas creaciones. Durante el día, es una parada obligada para los vecinos de Boedo. Por las noches, se convierte en uno de los sitios más reclamados por los turistas que buscan un show de tango con contexto tradicional.

De los Angelitos (Capital Federal) - Fue reconstruido luego de permanecer varios años cerrado. Hoy, sus paredes de Avenida Rivadavia y Rincón recrean la vieja gloria de uno de los sitios más tradicionales de la ciudad. Muy frecuentado por los turistas extranjeros, ofrece por las noches shows y cenas cinco estrellas. Durante el día, se puede tomar café mientras se escuchan los acordes, grabados o en vivo, de la música de Buenos Aires.

Café De García (Capital Federal) - En Sanabria y José Pedro Varela, en el límite de Villa Devoto, se emplaza este café y bar. La clientela lo convirtió en un centro de encuentro inevitable del barrio cuyas rondas de café se extienden hasta la hora de las picadas más famosas de Buenos Aires que le dieron repercusión internacional al lugar.

La Farmacia (Capital Federal) - En Avenida Directorio al 2400, el barrio de Flores ofrece un sitio especial: una antigua farmacia reconvertida en bar. Frascos y estantes de época le otorgan al espacio la originalidad que remite a su nombre. Es un lugar ideal para ir con amigos, desayunar o merendar, y también dejarse llevar por algunas de las especialidades de su almuerzo o cena.

El Gato Negro (Capital Federal) - Otro clásico de Buenos Aires que fusiona el aroma de café con el de las más exquisitas especias y el té. Una parada ideal antes de asistir a algunos de los teatros de la zona. El lugar, ubicado en Av. Corrientes 1669, conserva en inmejorable estado el mobiliario de época. Es un refugio detenido en el tiempo donde se respira atmósfera ciento por ciento porteña.

La Giralda (Capital Federal) - Otra pausa que no se puede soslayar en la Calle Corrientes. Entre Paraná y Uruguay se levanta este sitio de clima bohemio muy concurrido por jóvenes militantes y estudiantes universitarios. Además de sus cafés, es imperdible el chocolate con churros.

Café de Juan (Capital Federal) - En Camarones 2702, en Villa General Mitre (entre Villa del Parque y Flores), lejos del mundanal ruido y las luces del Centro, este café, considerado uno de los "notables" de la ciudad, es atendido por una familia que no modificó en nada su aspecto original. Ideal para madrugadores ya que abre cerca de las seis de la mañana.

Otros recomendables y con historia son el Bar Británico (frente a Parque Lezama), La Biela (Recoleta), Richmond (sobre la Calle Florida), 36 Billares (en la Avenida de Mayo), y Oviedo (Mataderos), por citar solo algunos de los más de diez mil cafés y bares habilitados de una ciudad de Buenos Aires que hizo de este hábito un sello distintivo.

Por el Interior:
El Cairo (Rosario) - Una de sus mesas era la frecuentada por Roberto Fontanarrosa y sus amigos. Bautizada como "La mesa de los galanes" hoy se distingue del resto a modo de homenaje al genial escritor. Algunos días a la semana es posible presenciar espectáculos musicales. Quien quiera descifrar la verdadera identidad de la ciudad no puede dejar de tomarse un café en la esquina de Sarmiento y Santa Fe.

Sorocabana (Córdoba) - En San Jerónimo 98 no existe el letrero de "Cerrado". Es que el Sorocabana abre las 24 hs. a la espera de la visita de los turistas y lugareños más encumbrados. Imperdibles sus medialunas caseras.

Dos Chinos (San Salvador de Jujuy) - Con casi un siglo de vida es un lugar referencial de la vida social de la ciudad. Parroquianos y visitantes convirtieron a este café en un mojón de identidad jujeña..

El Mariscal (Corrientes) - En la esquina de Pellegrini y Salta, este emblemático espacio permite hacer un alto en el camino y disfrutar de exquisitas infusiones. Una de las características del lugar es su oferta cultural basada en mesas redondas, exposiciones, y presentaciones de libros en medio de una mesa bien regada por un exquisito café.

Fonte: http://www.lugaresdeviaje.com/nota/los-mejores-cafes-de-la-argentina

5 de abr. de 2010

A origem do brunch

Outro dia, procurando alguma recomendação para um brunch em Buenos Aires, topei com esse artigo de Horacio de Dios que saiu na versão online do jornal portenho La Nación, de 27 de abril de 2001 (o qual copio na íntegra abaixo). Fiquei com água na boca! E agora estou buscando uma oportunidade para me dar esse luxo.

PS: Desculpem, mas tive que deixar o artigo em espanhol mesmo...

El brunch, lo mejor que tiene el domingo

Para los que se levantan tarde

Lo mejor del domingo en muchas grandes ciudades es el brunch. Esta palabra, hija gastronómica del desayuno (breakfast) y el almuerzo (lunch), nació en Gran Bretaña al comenzar el siglo pasado, pero se popularizó en Estados Unidos. Hasta el punto de globalizarse igual que los reality shows en TV.

Por eso lo sirven en algunos lugares de Madrid, donde están acostumbrados a almorzar siempre tarde y no sólo el fin de semana. O en París, donde el cartel que lo anuncia con todas las letras es un gancho en el barrio latino aunque parezca un desubicado el que use palabras en inglés. Incluso, aunque por ahora tímidamente, en Buenos Aires para rivalizar al mediodía con el café con leche y las medialunas al sol en la Recoleta.

Conviene recordar algunas claves, especialmente en USA, como prefiero escribir porque es la abreviatura de su nombre y nunca terminé de entender muy bien la reiteración tipo hipo de EE.UU. En las casas de familia, igual que aquí, vale todo.

En la calle, especialmente para el visitante, hay que tener en cuenta las diferencias entre el brunch buffet y uno a la carta. En general en los grandes hoteles, que son la mejor apuesta, uno se sirve solo y el camarero se limita a ofrecerle la bebida o el café. El precio es generalmente bajo para lo mucho que ofrecen. No conozco mejor relación costo y beneficio. Los alojamientos de lujo, porque de ellos hablamos, tienen menos pasajeros durante el fin de semana. Por eso tientan a los que no duermen allí con bandejas de platos fríos que impresionarían a Pantagruel: fiambres italianos, quesos franceses, langostinos frescos, pescados rellenos, antipasto verde con exquisiteces de la tierra y un vasto etcétera para hacerse agua la boca. Es aconsejable comenzar por los frutos de mar, sin mezclarlos. Luego pasar al jamón y embutidos, y a un toque vegetal. Dejar los quesos para el final, igual que en Francia, y saborearlos por separado. Cuidarse del pan recién horneado para dejar lugar a los platos calientes, que se reponen continuamente y que tienen una tarjeta al pie para no equivocarse entre el humo de las marmitas.

Tengo mis lugares de brunch preferidos, y en cada viaje pruebo uno diferente. Al llegar a Nueva York, que es el paraíso de esta costumbre, o a Los Angeles, que se le parece tanto, busco qué hay de nuevo o de clásico que no conozca. La información al día es fundamental, porque son ciudades en cambio constante y el que se para pierde el compás. Reviso la revista Where que se consigue gratuitamente en los mejores hoteles y también le pregunto al conserje sobre lugares y precios. Hago la reserva a través suyo, porque bien vale la inversión de los $ 5 de propina para tener la seguridad de una mesa al llegar. El brunch a la carta, servido en algunos hoteles, pero más en los restaurantes, es diferente. También es bueno, pero se elige por plato igual que en cualquier almuerzo.

No podemos levantarnos, lo que limita el plan de picar libremente sin otro orden que el antojo. Y, por último, pero no menos importante, significa pagar más. Como decimos siempre: la consigna por seguir es disfrutar el doble y pagar la mitad, porque gastar cualquiera sabe.

Fonte: http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=203329

Olsen

Ainda procurando um bom lugar para fazer um brunch em Buenos Aires, vi este restaurante, que parece atender a meus quesitos de preço e qualidade. Como disse antes, estou esperando uma oportunidade para ir lá (OK, já sei: oportunidade a gente cria...)

Olsen: agrupa su propuesta en cuatro submenús para que el cliente los combine a capricho. El menú A incluye cafés, tés, chocolates, tostadas, croissants, jugos, yogures, lomitos ahumados, ensaladas de frutas, omelettes, panqueques... El B apunta hacia platos más consistentes, como pueden ser un sándwich en pan de siete granos combinado con salmón gravlax o unos vegetales asados con bondiola casera. La opción C consiste en una picada de canapés nórdicos y la D es una carta de dulces que incluye, entre otras recetas, una torta tibia de manzana con helado de crema o una torta húmeda de chocolate con crema batida (entre 6 y 32 pesos por persona).

Gorriti 5870, Capital Federal. Tel. 4776 7677.

28 de mar. de 2010

Café Tortoni

Viejo Tortoni (Tango)
Música: Eladia Blázquez / Letra: Héctor Negro

Se me hace que el palco llovizna recuerdos,
que allá en la Avenida se asoman, tal vez,
bohemios de antaño y que están volviendo
aquellos baluartes del viejo Café.
Negrita
Tortoni de ahora, te habita aquel tiempo.
Historia que vive en tu muda pared.
Y un eco cercano de voces que fueron
se acoda en las mesas, cordial habitué.

Viejo Tortoni.
Refugio fiel
de la amistad junto al pocillo de café.
En este sótano de hoy, la magia sigue igual
y un duende nos recibe en el umbral.

Viejo Tortoni. En tu color
están Quinquela y el poema de Tuñón.
Y el tango aquel de Filiberto,
como vos, no ha muerto,
vive sin decir adiós.

Se me hace que escucho la voz de Carlitos,
desde esta "Bodega" que vuelve a vivir.
Que están Baldomero y aquel infinito
fervor de la "Peña", llegando hasta aquí.

Tortoni de ahora, tan joven y antiguo,
con algo de templo, de posta y de Bar.
Azul, recalada, si el fuego es el mismo,
¿quién dijo que acaso no sirve soñar?

Por fim, depois de três anos morando em Buenos Aires, tive oportunidade de visitar o famoso Café Tortoni. A pergunta é: como é que eu ainda não tinha ido lá antes?

Realmente, recomendo. Tanto para os turistas, como para os moradores da cidade. De vez em quando é bom fazer uma viagem no tempo, sentar para tomar um chocolate, um café, ler um livro, ver a vida passar. Sei que isso tudo é altamente clichê, mas vale a pena.

Fundado em 1858, é o café mais antigo do país e com grande riqueza histórica. Frequentado em todas suas épocas por intelectuais, políticos e artistas.

Fomos todos juntos, a família, para ver um espetáculo de tango. Adoramos! Eu já tinha ido a um espetáculo no Cabaret Rojo Tango, do Hotel Faena. Super chique. Inesquecível. Fui para acompanhar uma jornalista que estava fazendo um artigo sobre a empresa onde eu trabalhava antes. Meus pais e minha tia também já tinham ido a espetáculos de tango tipo exportação (como eu digo sempre, é o mesmo que ver show de mulatas no Plataforma. Não é nada autêntico...). E eles queria fugir desse tipo de show. Queriam algo mais perfil baixo, mas intimista. O espetáculo do Tortoni foi um achado e pudemos matar dois coelhos com uma cajadada só: ver a apresentação (que foi ótima) e tomar um café lá sem ter que enfrentar a fila de gente que fica do lado de fora esperando vagar uma mesa.

O lugar é lindíssimo; o atendimento foi ótimo (por coincidência, o garçon era curitibano! - mas o garçon que nos atendeu depois no café propriamente dito, depois do show também foi extremamente gentil).

Pedimos uma tábua de frios para beliscar antes de começar a apresentação: presunto, mortadela, salsicha alemã, queijo, azeitonas, ovos de codorna, grissini, pão e manteiga. Tudo muito simples, mas de boa qualidade. Para tomar: vinho, suco de laranja e água com gás. Minha mãe queria comer medialunas com café com leite. Beliscou um pouco dos frios, mas o negócio dela é um cafezinho quentinho. Meu pai pediu um submarino (já comentei em outra entrada). O chocolate é em formato de submarino. Genial!

A única coisa que me deixou um pouco decepcionada foi que fui para pedir a especilidade da casa - churros com chocolate - e já não tinha mais. Por um lado fiquei desapontada porque ainda eram as 19h e já os churros já tinham terminado. Por outro, foi a deixa para eu voltar lá e pedir o que fiquei me devendo.

Café Tortoni: Avenida de Mayo 825
www.cafetortoni.com.ar