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25 de jun. de 2010

Viva la pepa! (Biscoitinho de goiabada)

Uma das coisas que mais me encantan no estudo de idiomas estrangeiros é aprender sobre o uso de expressões idiomáticas. A verdade é que, por mais que uma pessoa estude num cursinho, só mesmo usando o idioma é que se aprende o momento certo de aplicar uma expressão.

Morando em Buenos Aires, pude aprender várias expressões que o portenha usa no seu dia a dia. O portenho tem uma característica interessante que é o uso do lunfardo, que são as gírias próprias daqui, em sua maioria relacionadas com o tango e a imigração italiana, tão marcantes nesse povo. Há também algumas expressões usadas aqui que são ouvidas em outros países de língua espanhola.

Tudo isso para quê? Para explicar o significado do título dessa entrada: "viva la pepa". Essa expressão significa "vale tudo". Ouvi essa expressão noutro dia no meu escritório: o chefe saiu e uma coega disse "ahora, viva la pepa!". Ou seja, "oba oba"!

E o que essa expressão tem a ver com os biscoitinhos de goiabada? Aqui em Buenos Aires, esses biscoitinhos que meu avô (português) fazia quando meus irmãos e eu éramos pequenos são chamados de "pepas". Não sei porquê. Nas padarias, podemos pedir "pepas" ou "pepitas" e todo mundo entende. À diferença da receita do meu avô, aqui eles não usam a goiabada, mas a marmelada (dulce de membrillo) que, na minha opinião, é mais doce e enjoativo. Mas quem não tem cão, caça com gato... A marmelada parece que derrete menos que a goiabada. Meu namorido meu passou o "pulo do gato" (eu e as expressões...): a mãe dele, quando prepara o recheio da pasta frola (que um dia vou tentar fazer...), ela amassa a marmelada com um garfo e mistura com um pouquinho de água. Numa das receitas que vi de pasta frola, a marmelada era amassada com suco de laranja. Acho que deve ficar gostoso também. Fica para a próxima vez.

Finalmente, a receita. E viva la pepa!

Ah, como a receita era do meu avô e ele passou para a minha mãe - que emocionante! - conseguir arrancar da minha mãe as medidas exatas dos ingredientes foi complicado... É tudo na base do "olhômetro". Tudo medido em "xícaras" ou "colheres" e o modo de fazer é um idioma só dela :) Enfim, como tradutora, "traduzi" a receita da minha mãe para medidas exatas. Deu certo.

Ingredientes:

2 xícaras bem cheias de farinha de trigo (250g)
3 colheres de sopa bem cheias de margarina (200g)
3 colheres bem cheias de açúcar (100g - Usei açúcar cristal, que é o açúcar do dia a dia. Minha mãe usa açúcar refinado)
Essência de baunilha a gosto (Como a minha tinha acabado, usei essência de amêndoas)
150g de goiabada / marmelada ou outro tipo de doce (geleia ou compota)

Modo de fazer:

Pôr todos os ingredientes em uma tigela grande e misturar com as pontas dos dedos até formar uma massa lisa, que solta da mão (demora um pouquinho, mas vai amassando). Fazer bolinhas, aplaná-las e fazer um buraquinho no pôr o doce (que pode ser cortado em cubinhos, amassado com um pouquinho de água ou suco de laranja ou em colheradas, se estiver usando geleia).
Ordená-las na assadeira - não precisa untar, nem enfarinhar -, com bastante espaço entre uma e outra, e levar ao forno pré-aquecido por 10 minutos ou até que a parte de baixo já esteja bem douradinha. Cuidado porque, às vezes, a parte de cima está aind branquinha, mas já começa a queimar embaixo. Se der para subir a grada do forno, melhor, assim o contato do fogo com a assadeira é um pouco menor e o fundo não fica queimado.
Essa massa rendeu 30 "pepas" de tamanho médio (do tamanho de um biscoito recheado).


11 de abr. de 2010

Alfajorcitos de maicena


Já tinha um tempão que eu queria experimentar uma receita de alfajorezinhos de maizena, um clássico da pâtisserie argentina, mas nunca nem começava. Agora quando meus pais vieram nos visitar, resolvi arriscar. Não disse nada para ninguém para não agourar, como diz minha mãe. Se desse certo, ótimo. Se não, paciência. Deram super certo! Ficaram ótimos! Minha sogra achava que os tinha encomendado na padaria, porque disse que ela mesma nunca fez (e ela faz de tudo!). Existem a massinha pronta, em forma de biscoitinho, que podemos comprar no mercado. Mas nunca vi onde e, sinceramente, é tão fácil de fazer que nem vale a pena comprar.
Minha receita rendeu 40 alfajorezinhos (80 tapitas). Claro que não comemos tudo e fui obrigada, para alegria de meus colegas de trabalho, levar tudo para o escritório. Foi um sucesso! Entre 10h e 12h da manhã eles desapareceram! Isso, para o cozinheiro, é um elogio e tanto!

Essa receita encontrei no site www.utilisima.com

Ingredientes:

250g de manteiga
150g de açúcar
4 gemas
1 colher de café de essência de baunilha
1 colher de café de cognac (usei vinho do Porto, que era o que eu tinha em casa)
2 colheres de café de suco de limão
300g de amido de milho
200g de farinha de trigo com fermento
500g de doce de leite para confeitaria (*)
Coco ralado suficiente para polvilhar

(*) Usei o doce de leite comum que, na minha opinião, é menos doce. Mas, em compensação, tem menos consistência e, enquanto eu armava um alfajor, o outro se desarmava, porque a tapita de cima escorria junto com o doce de leite. Da próxima vez, vou ter de usar o doce de leite repostero, que é o usado nas padarias para fazer doces.

Modo de fazer:

Pré-aquecer o forno a temperatura média (180º). Bater a manteiga com o açúcar. Acrescentar as gemas uma de cada vez, a essência de baunilha, o cognac e o suco de limão. Peneirar os ingredientes secos e acrescentá-los. Bater até formar uma massa lisa. Envolver em filme e levar para a geladeira por duas horas. Depois que a massa estiver mais consistente, esticá-la sobre uma bancada polivilhada com farinha e cortar as tapitas com um cortador redondo de 2 cm de diâmetro. Colocar as tapitas em uma assadeira untada com manteiga e polvilhada com trigo e assar por 8-10 minutos. Deixar esfriar e montar os alfajorezinhos: tapita, doce de leite, tapita e depois passar as bordas pelo coco ralado.

5 de abr. de 2010

Submarino


Depois de pegar um frio que não esperávamos em San Rafael, sul da província de Mendoza, na páscoa, tivemos que buscar refúgio em um café enquanto fazíamos hora para voltar para casa depois de 4 dias acampando em Valle Grande, a 40 km dessa cidade.

Paramos em um café (Sr. Café - para mim, uma versão argentina do nome Mr. Coffee) e, enquanto eu pedi um básico café com creme, meu namorido pediu um submarino. Achei que seria um pouco pesado tomar uma bebida assim logo depois do almoço, mas na verdade, depois o pedido dele chegou, fiquei com inveja.

Dizem que o nome "submarino" é dado para as bebidas em que a barra ou o tablete de chocolate é adicionada inteira e vai afundando à medida que o chocolate derrete.

A bebida é simples (de qualquer maneira, peguei a receita no site da Nestlé, por via das dúvidas...):

1 xícara (chá) de leite
1 tablete de chocolate * Aqui na Argentina a marca Aguila já vende os tabletinhos próprios para submarino

Modo de fazer:

Ferva o leite e coloque em uma xícara. Coloque a barra de chocolate e deixe derreter com o calor do leite. Sirva a seguir.
Microondas:

Em uma xícara refratária, coloque o leite e leve ao microondas por cerca de 1 minuto, na potência alta. Retire do microondas, coloque a barra de chocolate e mexa até derreter.
Sirva a seguir.

Fonte: http://www.nestle.com.br/site/cozinha/receitas/submarino_milkybar.aspx

Minha família veio aqui me visitar esta semana e fomos ao Café Tortoni (vejam entrada sobre o café) e o chocolate do submarino deles tem o formato de um submarino de verdade! Um mimo super original!

28 de mar. de 2010

Café Tortoni

Viejo Tortoni (Tango)
Música: Eladia Blázquez / Letra: Héctor Negro

Se me hace que el palco llovizna recuerdos,
que allá en la Avenida se asoman, tal vez,
bohemios de antaño y que están volviendo
aquellos baluartes del viejo Café.
Negrita
Tortoni de ahora, te habita aquel tiempo.
Historia que vive en tu muda pared.
Y un eco cercano de voces que fueron
se acoda en las mesas, cordial habitué.

Viejo Tortoni.
Refugio fiel
de la amistad junto al pocillo de café.
En este sótano de hoy, la magia sigue igual
y un duende nos recibe en el umbral.

Viejo Tortoni. En tu color
están Quinquela y el poema de Tuñón.
Y el tango aquel de Filiberto,
como vos, no ha muerto,
vive sin decir adiós.

Se me hace que escucho la voz de Carlitos,
desde esta "Bodega" que vuelve a vivir.
Que están Baldomero y aquel infinito
fervor de la "Peña", llegando hasta aquí.

Tortoni de ahora, tan joven y antiguo,
con algo de templo, de posta y de Bar.
Azul, recalada, si el fuego es el mismo,
¿quién dijo que acaso no sirve soñar?

Por fim, depois de três anos morando em Buenos Aires, tive oportunidade de visitar o famoso Café Tortoni. A pergunta é: como é que eu ainda não tinha ido lá antes?

Realmente, recomendo. Tanto para os turistas, como para os moradores da cidade. De vez em quando é bom fazer uma viagem no tempo, sentar para tomar um chocolate, um café, ler um livro, ver a vida passar. Sei que isso tudo é altamente clichê, mas vale a pena.

Fundado em 1858, é o café mais antigo do país e com grande riqueza histórica. Frequentado em todas suas épocas por intelectuais, políticos e artistas.

Fomos todos juntos, a família, para ver um espetáculo de tango. Adoramos! Eu já tinha ido a um espetáculo no Cabaret Rojo Tango, do Hotel Faena. Super chique. Inesquecível. Fui para acompanhar uma jornalista que estava fazendo um artigo sobre a empresa onde eu trabalhava antes. Meus pais e minha tia também já tinham ido a espetáculos de tango tipo exportação (como eu digo sempre, é o mesmo que ver show de mulatas no Plataforma. Não é nada autêntico...). E eles queria fugir desse tipo de show. Queriam algo mais perfil baixo, mas intimista. O espetáculo do Tortoni foi um achado e pudemos matar dois coelhos com uma cajadada só: ver a apresentação (que foi ótima) e tomar um café lá sem ter que enfrentar a fila de gente que fica do lado de fora esperando vagar uma mesa.

O lugar é lindíssimo; o atendimento foi ótimo (por coincidência, o garçon era curitibano! - mas o garçon que nos atendeu depois no café propriamente dito, depois do show também foi extremamente gentil).

Pedimos uma tábua de frios para beliscar antes de começar a apresentação: presunto, mortadela, salsicha alemã, queijo, azeitonas, ovos de codorna, grissini, pão e manteiga. Tudo muito simples, mas de boa qualidade. Para tomar: vinho, suco de laranja e água com gás. Minha mãe queria comer medialunas com café com leite. Beliscou um pouco dos frios, mas o negócio dela é um cafezinho quentinho. Meu pai pediu um submarino (já comentei em outra entrada). O chocolate é em formato de submarino. Genial!

A única coisa que me deixou um pouco decepcionada foi que fui para pedir a especilidade da casa - churros com chocolate - e já não tinha mais. Por um lado fiquei desapontada porque ainda eram as 19h e já os churros já tinham terminado. Por outro, foi a deixa para eu voltar lá e pedir o que fiquei me devendo.

Café Tortoni: Avenida de Mayo 825
www.cafetortoni.com.ar

11 de mar. de 2010

Torta de maçã (teoricamente de baixas calorias...)


Comprei um livrinho no jornaleiro de tortas doces e salgadas reduzidas em calorias. Em teoria, não é muito doce, porque a quantidade de açúcar que leva é mínima. Só que a massa fica meio sem-graça e, da próxima vez, terei que adicionar alguma essência ou de baunilha ou de amêndoas ou raspa de limão para dar um gostinho à massa. Mas, no geral, ficou muito boa.

Massa básica:

Ingredientes:
250 g de farinha de trigo
100 g de manteiga fria
Meio copo de água fria *usei menos
Uma colherzinha de sal
* Essência de baunilha ou de amêndoas ou raspa de limão (sugestão da Krikous)

Modo de fazer:
Colocar a farinha e o sal em um recipientes. Acrescentar a manteiga fria cortada em cubinhos e amassar com as pontas dos dedos. Acrescentar a água aos poucos, sem deixar de amassar, até obter uma massar lisa e homogênea. Levar à geladeira para repousar por 1 hora.

Recheio:

Ingredientes:
3 maçãs vermelhas, sem o centro, cortadas em lâminas
Meio copo de suco de limão
Raspa da casca de um limão
70g de açúcar *usei açúcar mascavo
Uma colher de manteiga
Um ovo para pincelar

Modo de fazer:
Colocar as lâminas de maçã em um recipiente e acrescentar o suco e a raspa de limão, o açúcar e deixar na geladeira por duas horas para macerar (recipiente com tampa).
Esticar uma parte da massa para forrar a fôrma. Não cortar o excesso de massa nas laterais, porque servirão para fazer as dobrinhas com a tampa.
Distribuir a maçã e pedacinhos de manteiga.
Esticar a outra parte da massa para cobrir a torta. Unir as bordas. Com um garfo, fazer furinhos na tampa para servir de escape para o ar que se forma dentro da torta durante a cocção. Pincelar com um ovo e levar ao forno pré-aquecido até dourar.

As sempre versáteis panquecas!

Adoro panquecas! Para mim são super-versáteis, porque dá pra fazer, congelar, comer de manhã com mel e manteiga ou geleia, comer no almoço ou no jantar, com recheio salgado (carne moída, queijo, ricota e espinafre) ou, como eles costumam comer aqui na Argentina, de sobremesa, recheada com doce leite (doce de leite argentino é tudo!).

Noutro dia, eu estava com vontade de comer as panquecas. Meu namorido não é muito fanático por elas, mas aproveitei um dia que ele não estava em casa e fiz assim mesmo pro jantar (e tinha outra carta na manga, caso ele não quisesse comê-las, claro).

Fiz uma receita que minha mãe me deu, tirada da uma revista Cláudia. Minha mãe montou pra mim um livro de receitas quando eu vim morar sozinha e, depois, com meu namorido. Ela é sensacional (minha mãe! A receita também!)!

A receita é super fácil e com uma boa panquequeira (é melhor do que a frigideira, porque é mais plana e rasa e facilita na hora de virar a panqueca) e um bom spray vegetal para untar, fica mais fácil ainda.

Só tem um detalhe: não deu pra tirar nenhuma foto... Fiz 8 panquecas: 4 recheadas de um mix de queijos (lê-se todos os pedacinhos que queijo que sobravam na geladeira) e 4 para tomar no café da manhã no dia seguinte, quando tiraria as fotos das panquecas com manteiga e mel, como eu gosto de comer. Mas não deu: quando percebei, já tinham virado sobremesa e evaporado!

Vamos à receita: (Claudia Cozinha, julho de 93)

Massa básica para panquecas

4 ovos inteiros
1 xic. de farinha de trigo
1/2 colher de chá de sal
1 xic. de leite
1 xic. de água
1 colher de sopa de manteiga derretida

Modo de fazer

Numa tigela, bata os ovos com um batetor de mão até espumarem. Junte a farinha com o sal e bata mais até ficar uma massa lisa.
Aos poucos, junte o leite misturado com a água e a manteiga derretida. Misture até a massa ficar uniforme e lisa. Leve à geladeira coberta por 30 minutos.
Retire da geladeira e misture bem. Aqueça uma frigideira antiaderente ou uma panquequeira e pincele com manteiga ou pulverize com o spray vegetal.
Coloque 3 colheres de sopa de massa numa xícara (*) . Retire a frigideira do fogo e coloque a massa. Gire rapidamente para que a massa se espalhe de maneira uniforme.
Frite a panqueca até dourar ligeiramente de um lado e vire com a ajuda de uma espátula ou uma pinça de pontas de silicone ou teflon. Continue fritando do outro lado. Retire-a e deixe-a sobre papel absorvente, enquanto prepara as outras.

(*) A receita diz que dá pra fazer 25 panquecas. Usei metade da receita e só consegui fazer 8. Mas eu gosto dela mais grossinha, ou seja, usei meia concha para fazer cada uma (por isso rendeu menos).

Dica: Caso você faça uma receita inteira e sobrem algumas panquecas, você pode congelá-las, colocando uma sobre a outra intercaladas com filme plástico. No final, cubra com filme plástico ou papel-alumínio.

Sugestões de recheio:
Para um brunch: camembert ou brie (retire a parte branca do queijo camembert e amasse misturando com molho branco, sal e pimenta até formar uma pasta); ricota com espinafre (espinafre fervido e bem escorrido, misturado com a ricota e temperado com sal e pimenta).
Para um café da manhã: maçãs verdes com nozes (maçãs verdes raladas, passadas rapidamente - 5 min - na água fervente e limão, misturada com açúcar de cristal, passas, nozes e misturadas).
Também dá para acrescentar a maçã ralada ou chocolate em pó à massa e fritar.

Curiosidade: Panqueca é crêpe. Crêpe é panqueca. Sinônimos em português e em francês. É uma mistura líquida de farinha, ovos e leite que vai ao fogo na frigideira e se transforma em uma massa bem fina. No Brasil chamamos de crêpe por puro charme, panquecas preparadas com recheios mais sofisticados (doces ou salgados) e dobradas de outra em forma de pacotinho, em vez de enrolada. A ciência para fritar a panqueca é esquentar bem a frigideira e retirá-la do fogo . Imediatamente espalhar a massa. Voltar ao fogo e dourar ligeiramente dos dois lados.

4 de mar. de 2010

Cestinhas de maçã com canela

Essas cestinhas são superrápidas (ainda não me acostumei com a nova ortografia..) e versáteis. Aqui temos as massas de empanadas prontas - o que já é meio caminho andado. Nunca fiz com massa de pastel, mas acho que deve ser igual. O recheio é a gosto do freguês: já fiz tipo caprese, com creme de espinafre e as doces, com maçã e canela. A dica é armar a massa em uma forminha ou em uma forma para muffins e, à medida que for armando, já ir recheando. Uma vez tentei armar todas e levar ao forno para pôr um recheio frio e não funcionou. Elas se desarmam sozinhas e ficam achatadas.

Bom, para o recheio das cestinhas doces, usei maçãs, canela, uva-passa, suco de uma laranjae açúcar mascavo - tudo a gosto. Pus em uma panelinha, levei ao fogo para cozinhar até a maçã fica macia e o açúcar derreter. Deixei esfriar e recheei as cestinhas e levei ao forno até a massa ficar dourada.

Quando fiz tipo caprese, misturei tomates, manjericão fresco, mussarela e temperei com sal, pimentae um pouco de azeite de oliva extra-virgem. Recheei as cestinhas e forno.

As de creme de espinafre também são fáceis: espinafre cozido, escorrido e picado, refogado com cebola e um pouco de molho branco. Tempera com sal e pimenta, recheei as cestinhas, forno e vapt-vupt, ficaram prontas.

São realmente práticas e são um charme na hora de servir.

Bolo de cenoura com calda de chocolate

Esse é - de-fi-ni-ti-va-men-te - meu bolo favorito! Eu adoro tudo que tenha cenoura e essa mistura de cenoura com chocolate é perfeita.

Essa foi a primeira vez que fiz esse bolo aqui na Argentina. Antes, no Brasil, eu fazia um no microondas que meio que safava. Ficava meio com cara de solado, meio pesado, mas ficava bom. Acho que porque gosto tanto de bolo de cenoura que até solado eu comia. Aqui não temos microondas em casa e, portanto, tive que procurar uma receita para fazer no forno convencional e, sinceramente, ficou espetacular! Modéstia à parte... rsrs

Fiz um dia que umas amigas minhas brasileiras vieram aqui em casa. Nesse dia também vieram minha sogra e uma cunhada minha. Quando disse que o ia servir café com bolo de cenoura, as brasileiras ficaram contentíssimas. As argentinas ficaram meio desconfiadas, porque, afinal de contas, "cenoura é para salada".

Bom, servi. Minha cunhada cortou um pedacinho "só para provar". Depois, discretamente, cortou outro pedacinho e outro e outro... rsrs No final, foi um sucesso.

Ingredientes:

Massa:

1/2 xícara de óleo de girassol ou de canola
3 cenouras médias raladas
4 ovos
1 xícara de açúcar (Se quiser usar açúcar mascavo, melhor.)
2 1/2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó

Cobertura:

1 colher (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de achocolatado (Como eu gosto mais amargo, usei uma colher de achocolatado, uma de chocolate em pó e outra de cacau em pó.)
1 xícara de açúcar (Usei menos.)
Se quiser uma cobertura mais líquida, acrescente 5 colheres (sopa) de leite.

Modo de fazer:

Massa:

Primeiro, bata no liquidificador as cenouras com os ovos e o óleo. Acrescente o açúcar e bata mais 5 minutos. Transfira para uma tigela, acrescente os outros ingredientes - MENOS o fermento - e misture com a batedeira. Acrescente o fermento por último e mexa com uma clher suavemente. Leve a forno pré-aquecido (180º) por 40 minutos.

Cobertura:

Misture todos os ingredientes em uma leiteira e leve ao fogo até formar uma calda. Coloque sobre o bolo e sirva.













Muffins!!!

Eu amo muffins! Um dia, cansada desses muffins de pacotinho, resolvi aprender a fazer. Comprei a forma e mãos à obra.

Encontrei essa receita no site www.utilisima.com e saíram perfeitos! No começo eu desconfiava um pouco, porque a massa não rende nada e fica meio pesada. Mas depois, como cresceram no forno!!

Aliás, aprendi isso outro dia (pode parecer bobeira, mas eu não sabia): o fermento biológico (para pão) realiza o processo de crescimento do pão enquanto descansa. O fermento químico (para bolo) realiza o processo de crescimento no forno.

Muffins de chocolate com baunilha ("marmolado")

Ingredientes

150g de manteiga

200g de açúcar

3 ovos

Essência de baunilha

300g de farinha de trigo

15g de fermento químico

100g de chocolate ralado

40 ml de leite

Modo de fazer

Bater a manteiga e o açúcar até parecer um apomada. Acrescentar os ovos, um de cada vez, e perfumar com aa essência de baunilha. Depois, acrescentar a farinha de trigo peneirada com o fermento e misturar até obter uma massa homogênea.

Fundir o chocolate ralado com o leite e reservar.

Separar a metade da massa e a uma das metade incorporar o chocolate fundido.

Armar as forminhas na forma de muffin ou em forminhas de alumínio e completá-las alternando com a preparação de baunilha e a da chocolate, para fazer o efeito mármore.

Levar ao forno pré-aquecido a 170 graus por 18 a 20 minutos.